Moçambique entra para o universo de Tokens Não-Fungíveis (NFTs, na sigla em inglês) com o lançamento de uma uma coleção designada “Afrikan Masks”.
NFT é a designação a um activo digital que representa objectos do mundo real, como arte, música, jogo e vídeos que são comprados e vendidos on-line, frequentemente com criptomoeda, e geralmente são codificados de modo a pertencer o proprietário.
A coleção é uma colaboração entre o empreendedor e designer moçambicano Guidione Machava com o artista visual Zadoc José que esteve à frente da ilustração e digitalização das artes.
African Masks é a primeira coleção moçambicana de NFTs que apresenta e explora o universo maconde enquanto um povo africano, as suas vivências e a apresentação da sua expressividade através da escultura de máscaras que carregam consigo vários significados.
No total, são 6 artes que compõem as seguintes subcoleções: Makonde, Shetani e Mapiko.
Makonde apresenta a relação do povo com o corpo desde as escarificações e tatuagens que constroem uma linguagem visual, comunicativa, através da qual é estabelecida uma função mágica e sobrenatural.
Shetani é um encontro com a espiritualidade, expressando a existência de um mundo sobrenatural do qual muitas vezes assombra o universo dos macondes que é rodeado de mistérios e segredos procurando-se uma forma de proteção contra esses espíritos.
Já em Mapiko, o mundo ancestral e a ligação entre o dançarino principal e suas crenças, dando a capacidade de recriar na arte os diferentes modos de estar na vida espiritual, usando a força da sua história e do seu cotidiano
Disponível a partir de da Open Sea, mercado americano on-line de NFTs, do momento a coleção não está à venda, a iniciativa é mais uma aproximação do país à transformação digital, em prol do aumento do engajamento e aproximação dos moçambicanos com as novas tecnologias e as vantagens que elas trazem.
A African Mask apresenta um conceito inteiramente africano no geral, e moçambicano em específico, assim torna-se a primeira coleção de NFTs que explora vertente. Ela traz consigo a essência de algumas culturas mais importantes em Moçambique. Entretanto, não é a primeira coleção moçambicana que explora o mundo das NFTs, alguns artistas moçambicanos como Wilson Uanheta, Edmilson Manjate e Titos Pelembe já apresentaram coleções NFTs, trazendo assim esta esfera digital à Moçambique.
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