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A queda do maior banco do Vale do Sílicio

Vale do Silício

No mês passado, foi anunciado pelas autoridades norte-americanas o encerramento do Silicon Valley Bank, o principal banco para startups tecnológicas dos EUA. 

O nome Vale do Silício, região localizada na Califórnia, nos Estados Unidos, é conhecida no mundo da tecnologia por ser um espaço onde toda empresa ou startups lá presente torna-se num sucesso mundial, exemplos claros são Google, Apple, Facebook, Amazon.

Nos últimos tempos, ficou conhecida pela falência do SVB (Silicon Valley Bank) decretada pelo governo dos Estados Unidos que fez parar o mercado de inovação global.

O SVB era um dos maiores bancos dos Estados Unidos, prestando serviços bancários a um grande número de empresas apoiadas por capital de risco.

O colapso do SVB é considerado mais um agravante na crise do ecossistema de inovação que tem motivado demissões em massa em todo o mundo desde 2022.

O Silicon Valley Bank tem aproveitado muito o crescimento explosivo do setor de tecnologia nos últimos anos, impulsionado por custos de empréstimos muito baixos e um aumento na procura por serviços digitais devido à pandemia de Covid-19. 

De acordo com as demonstrações financeiras, os ativos do banco, que incluem empréstimos, mais do que triplicaram, passando de 71.000 milhões de dólares no final de 2019 para um pico de 220.000 milhões de dólares no final de março de 2022. 

Durante este período, os depósitos também aumentaram significativamente, de 62.000 milhões de dólares para 198.000 milhões de dólares, à medida que milhares de novas empresas de tecnologia depositavam seu dinheiro no banco. 

O colapso do SVB aconteceu repentinamente, após 48 horas frenéticas em que os clientes retiraram seus depósitos do banco em uma clássica corrida bancária. 

Mas as raízes de sua falência remontam a vários anos. Assim como muitos outros bancos, o SVB investiu bilhões em títulos do Tesouro dos EUA durante a era de juros próximos de zero. O que parecia ser um investimento seguro rapidamente se desfez quando o Federal Reserve aumentou agressivamente as taxas de juros para controlar a inflação.

A queda do SBV continua a abalar os mercados financeiros em todo o mundo, e os investidores estão se perguntando se isso pode desencadear um colapso bancário mais amplo. 

Embora o governo dos EUA tenha intervindo para garantir os depósitos dos clientes, isso não equivale a um resgate nos moldes de 2008, o que significa que os investidores em ações e títulos da empresa não serão protegidos. 

Fonte RTP Quienlosabe

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