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África do Sul quer criar lei para o uso da inteligência artificial

Inteligência Artificial
Inteligência Artificial || Mão de robô

A vizinha África do Sul tenciona a criação de um projecto de lei que possa regulamentar a utilização da Inteligência Artificial naquele país. 

O anúncio foi feito pelo Ministro das Comunicações da África do Sul, Mondli Gungubele, numa conferência nacional sobre Inteligência Artificial organizada pelo departamento onde fez saber que o país não deve ficar para trás no desenvolvimento da Inteligência Artificial, citando os potenciais benefícios económicos da tecnologia.

De acordo com o ministro, devem ser implementados determinados regulamentos para institucionalizar a IA aberta. O regulamento aplicar-se-ia ao desenvolvimento de políticas e programas continentais e nacionais de inteligência artificial.

Conhecida como a “tecnologia que define o futuro”, a Inteligência Artificial (IA) é a capacidade que uma máquina tem para reproduzir competências semelhantes às humanas, como é o caso do raciocínio, a aprendizagem, o planeamento e a criatividade.

A tecnologia permite que sistemas técnicos percebam o ambiente que os rodeia, lidem com o que percebem e resolvam problemas, agindo no sentido de alcançar um objectivo específico.

O governo sul africano tenciona criar um Conselho Consultivo de Especialistas em Inteligência Artificial para aconselhar sobre o desenvolvimento e a implementação de políticas e regulamentos em matéria de IA.

O grupo de trabalho sobre IA será dirigido pelo Vukosi Marivate, Professor Associado de Informática e Presidente da Cátedra “ABSA UP” de Ciência de Dados da Universidade de Pretória, em colaboração com o Departamento de Comunicações e Tecnologias Digitais. A iniciativa contribuirá também para a seleção de especialistas para o grupo de trabalho sobre IA.

O professor selecionado é especialista no desenvolvimento de métodos de Aprendizagem Automática (AM) e de Inteligência Artificial (IA), com especial ênfase na intersecção entre AM/IA e Processamento de Linguagem Natural (PNL).

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De acordo com o Ministro daquele país, o papel e o potencial da IA para ajudar o mundo a atingir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas até 2030 é um imperativo e uma responsabilidade que todas as nações do mundo devem assumir.

“Enquanto continente, temos de reconhecer que o aumento da disponibilidade de dados digitalizados na economia global, o acesso ilimitado à capacidade de computação e a redução dos custos de armazenamento de dados são importantes para impulsionar o crescimento da IA a nível mundial”.

afirmou.

De acordo com Techpoint, o mercado da IA generativa, responsável pela criação de novos dados, ideias e conteúdos, como texto, imagens, áudio, deverá atingir 0,89 mil milhões de dólares até 2024 no continente africano.

Após a cimeira, o Ministro afirmou que espera um caminho claro para maximizar a IA para enfrentar alguns dos desafios económicos e sociais do país.

Ainda na mesma na conferência, foram discutidos  abordagens para um “melhor futuro da IA” na África do Sul, tais como políticas, experiências regulamentares e a definição das expectativas do país em relação à IA, planos para compreender as capacidades tecnológicas da IA, definir a tecnologia e mitigar os seus potenciais efeitos negativos.

A nível do continente africano, o Benim, o Egipto, o Gana, a Maurícia, o Ruanda, o Senegal e a Tunísia desenvolveram estratégias nacionais de IA, mas nenhum deles implementou uma regulamentação formal em matéria de IA.

Fonte Techpoint

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