O Arquivo Histórico de Moçambique (AHM), órgão responsável pela preservação da memória documental e cultural do País, deu um passo importante na transformação digital dos seus serviços, inaugurando um novo capítulo na forma como a história nacional será preservada, acedida e partilhada.
O projecto visa converter uma vasta colecção de documentos físicos, incluindo registos públicos, cartas, fotografias e manuscritos, em formatos digitais, tornando-os acessíveis a investigadores, estudantes e ao público em geral, de forma mais rápida, segura e abrangente.
Trata-se de uma das prioridades definidas pelo novo Director, Doutor Renato Augusto Pereira, durante a cerimónia de passagem de pastas realizada a 28 de Janeiro.
Ao assumir funções, sucedendo ao Doutor Edmundo Macuácua, Pereira estabeleceu como metas estruturantes a preservação digital do património documental, a optimização da gestão de documentos em fase permanente e o fortalecimento das competências técnicas internas em vários domínios da Arquivística.
Com este processo, espera-se não apenas salvaguardar documentos históricos sensíveis, mas também ampliar o seu alcance junto de investigadores, estudantes e do público em geral.
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A iniciativa representa uma resposta concreta aos desafios que a preservação documental enfrenta no contexto moderno, designadamente o desgaste do papel, o risco de perda de informações valiosas e a dificuldade de acesso por parte de cidadãos e estudiosos, sobretudo daqueles que se encontram fora de Maputo ou do País.
A digitalização promete democratizar o acesso à memória histórica de Moçambique, abrindo oportunidades para a investigação, a educação, a cultura e o activismo social.
Ao converter arquivos físicos em arquivos digitais, o AHM assegura que as gerações presentes e futuras possam conhecer a história de Moçambique de forma mais integrada, participativa e inovadora, elemento fundamental para fortalecer a identidade nacional e alimentar processos de ensino, criatividade e cidadania cultural.
O Arquivo Histórico de Moçambique, unidade sob gestão da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), criado em 1934 e hoje um dos pilares da memória institucional do País, tem igualmente a missão de organizar e promover o conhecimento arquivístico e histórico, além de colaborar com instituições nacionais e internacionais em projectos de preservação e gestão documental.
Fonte Xonguila





