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Cecília Tivir, a arquitecta do ecossistema de tecnologia

Cecília Tivir
Cecília Tivir, jovem moçambicana que tem lutado pela inclusão de género feminino

“Persistente, alegre, calma, proactiva, curiosa”, é assim se define Cecília Tivir, jovem moçambicana que tem a sua actual missão na tecnologia levar esta ferramenta para sociedade com a atenção para igualdade de género. 

Através da aposta em Inteligência Artificial e Base de Dados, Cecília trabalha em abordagens baseadas em dados para melhorar a educação digital. 

Quando em 2017 a tecnologia era vista como algo para rapazes, Cecília desafiou esta barreira e decidiu introduzir no país, o Django Girls, uma iniciativa internacional onde esquece-se que a codificação é algo para homens, e mulheres são ensinadas como programar e criar blogs. 

Conta-se que foi assim que iniciou, Cecília queria criar oportunidades que capacitassem e promovessem a diversidade na tecnologia. Passam mais de 5 anos e de lá até aqui, tudo que envolve inclusão da mulher, é um dos nomes que não faltam na lista. 

“Meu objectivo na tecnologia é voltada a sociedade e trazer um pouco mais do que podemos fazer com tecnologia no geral, não só profissionalmente, mas saber que com tecnologia podemos fazer muita coisa”,

conta em exclusiva para Kabum Digital. 

É uma missão que é feita através do envolvimento e criação de iniciativas como comunidades de tecnologia onde garante-se o contactos das mulheres com a inovação através de eventos de treinamento e compreensão da tecnologia. 

A sua luta pela igualdade e diversidade iniciou quando buscou perceber como o seu impacto, trabalhando com a tecnologia seria mais impactante à medida que se traga um produto útil que seja benéfico para a sociedade.

Lutar pela igualdade e diversidade é um estilo de vida

Mais que uma missão profissional, lutar por uma igualdade de gênero é um estilo de vida para Tivir, num processo que envolve a inclusão de mulher na tecnologia em todos sectores para quebrar a realidade de um departamento de tecnologia, numa determinada empresa, de todos funcionários apenas exista uma mulher. 

Trata-se de um estilo de vida que envolve a reflexão e percepção do sucesso e o fracasso na pessoa envolvida no processo de treinamento, como também na parte  de fazer perceber a importância de as raparigas gostarem de tecnologia e entenderem que não é difícil. 

“Todo mundo é capaz de aprender, e esse o desafio, deixar claro que não é um mundo de sete cabeças, é possível trazer curiosidade e ferramentas que apoiam no desenvolvimento de competências.”

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Viver fora tem sido o caminho escolhido por vários profissionais da área de tecnologia no país e Cecília Tivir está nesta lista, primeiro foi Brasil e agora está a residir no país africano Senegal movido por uma busca por novas oportunidades para a área que queria desenvolver as suas habilidades do lado do crescimento profissional e acadêmico. 

E sobre viver fora, para Cecília, o que ninguém conta são os desafios existentes, como a língua e barreira cultural, algo que conseguiu ultrapassar e lhe deu a capacidade de reflexão sobre como a inserção da mulher na tecnologia é vista em outros cantos do mundo.

Há muita coisa por ser mudada na tecnologia no país 

“Essa é uma boa questão”, foi assim que respondeu, para depois, assumir que há uma necessidade de formação do sistema, partindo da implementação de certos cursos já no ensino básico com a inserção da sociedade em cada processo da digitalização. 

Uma causa, várias iniciativas por si apoiadas, e ver que a inclusão tem se tornado realidade, o que não falta é sentimento de orgulho e realização, com grande apreço para as pessoas com as quais têm caminhado. 

“Hoje, sinto-me realizada pelo percurso que fiz até hoje, e muito agradecida pelas pessoas com quem consegui caminhar nestes anos todos. Estou muito feliz e posso sair de Moçambique a vontade, vejo que as coisas estão acontecer”,

conta

Trazer DjangoGirls à Moçambique, marcou a Cecília Tivir como mulher no mundo tecnológico pelo impacto do movimento na transformação e inserção das mulheres ao digital.

Também fez parte do Muva Tech, onde aprendeu muito e serviu de bússola para a definição das suas actuais lutas no sector para a mudança e promoção da diversidade.

Uma missão difícil,  que para Cecília envolve a persistência, gratidão,  permitindo-se a criação de uma rede de contactos que partilham da mesma visão, pois, assim torna-se fácil a concretização de um sonho.

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