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Conheça a primeira ilha controlada por Inteligência Artificial

Ilha Inteligência Artificial

Chama-se Princesa Elisabeth, é uma ilha artificial de energia que será a primeira do seu género no mundo. Estará localizada a cerca de 45 quilómetros da costa belga, cobrindo uma área de cerca de 6 hectares, o que equivale a cerca de 12 campos de futebol.

A ilha terá igualmente um pequeno porto e uma plataforma para helicópteros que facilitará o acesso das equipas de manutenção. Com ampliação da rede eléctrica no Mar do Norte, também fará a conexão dos parques eólicos do mar ao continente e estabelece novas ligações com os países vizinhos.

O nome que a ilha carrega é uma homenagem à Princesa Elisabeth, Rainha do Reino Unido e dos Reinos da Comunidade de Nações de 1952 até sua morte em 2022. Ela reinou em 32 estados independentes durante a sua vida, 14 dos quais até à data da sua morte.

A ilha Princesa Elisabeth combinará corrente contínua (HVDC) e corrente alternada (HVAC), tornando-se assim a primeira ilha energética do género. A infraestrutura eléctrica recolherá a energia dos parques eólicos offshore da Princess Elisabeth, situados nas proximidades. Uma nova capacidade de 3,5 mil milhões de watts estará pronta no final de 2026.

Trata-se de um grande investimento, uma vez que, até 2050, os parques eólicos do Mar do Norte produzirão 300 mil milhões de watts de eletricidade, que poderão ser operados directamente a partir da Ilha Princesa Elisabeth.

O operador belga da rede de transporte (TSO) Elia abriu o concurso para a construção da ilha em janeiro do ano passado.

Uma ilha que oferece opções para o futuro

Para Chris Peeters, Diretor Executivo do Grupo Elia, “este projeto é pioneiro por várias razões. É a forma mais rentável e fiável de trazer a energia eólica offshore para terra”, conta, citado pelo Offshore Wind.

“Será uma ilha que oferece opções para o futuro. Quando a ligarmos a outros países, a Ilha Princesa Elisabeth tornar-se-á o primeiro centro energético offshore. Após a construção do primeiro interconector híbrido no Mar Báltico, a ilha é mais uma estreia mundial. Solidifica a posição do Grupo Elia como uma empresa que está na vanguarda da tecnologia, necessária para a transição energética”,

disse.

Este sistema combinará os cabos das actuais e futuras instalações de energia eólica para evitar a colocação de cabos dispendiosos no fundo do mar. 

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O contrato de engenharia, aquisição, construção e instalação (EPCI) foi atribuído ao grupo TM Edison. Para a construção deste grande projecto, tem-se em conta a qualidade técnica e as condições comerciais e contratuais, bem como a segurança e a experiência e especialização no domínio da dragagem, extensão de terras, proteção costeira e engenharia civil.

Uma das principais tarefas na efectivação deste projecto por parte da empresa escolhida, está a execução qualitativa que resultará na menor emissão de carbono possível e no menor aumento do nível da água do Mar do Norte.

Os trabalhos de construção da ilha começarão no início de 2024 e prolongar-se-ão até agosto de 2026. 

Depois das primeiras ações (fundações), começarão os trabalhos de instalação da infraestrutura de alta tensão que transportará a eletricidade da futura zona eólica da Bélgica para terra. 

De 2026 a 2030, a infraestrutura eléctrica deverá ser construída e activada. O projecto também  servirá de plataforma para futuros projectos de interconexão híbrida na Grã-Bretanha (Nautilus) e na Dinamarca (TritonLink).

Fonte Elia Quantumesco Offshore Wind Sustainability Environment

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