Eduardo Quissico, jovem moçambicano, quer transformar lixo local em electricidade

Eduardo Quissico

Eduardo Quissico, jovem moçambicano e analista de negócios com 20 anos, pretende transformar o lixo produzido no país de Moçambique e no continente em electricidade e cimento, através da construção de centrais termoeléctricas de lixo.

Central termoeléctrica (português europeu) é uma instalação industrial usada para geração de energia eléctrica a partir da energia liberada por qualquer produto que possa gerar calor, como bagaço de diversos tipos de plantas, restos de madeira, óleo combustível, óleo diesel, gás natural, urânio enriquecido e carvão mineral.

O projecto prevê a construção de inovadoras centrais termoeléctricas de lixo (plantas de incineração) e um sistema de transporte, recolha e tratamento de lixo em diversos municípios.

Com uma avaliação de 1,4 mil milhões de dólares, o projecto surge da constatação da problemática de energia eléctrica para abastecer as indústrias nacionais e da falta de energia eléctrica para uma porção significativa da população.

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Dados por si apresentados apontam que Moçambique produz cerca de 2,5 milhões de toneladas de resíduos por ano, tem 34 milhões de habitantes, dos quais 18 milhões de pessoas não têm acesso à electricidade; 44% da quota de mercado pertence a uma empresa estatal, o que significa que 56% do mercado está por explorar.

Mais além, com o crescimento do sector da Inteligência Artificial, que mais consome energia no Mundo, a procura por electricidade para alimentar data centers vai triplicar. E África será o berço da electricidade para alimentar o Mundo.

Para o profissional, há uma necessidade de ampliar o acesso à electricidade para promover o desenvolvimento, as indústrias e as comunidades, como também preparar o terreno para a Inteligência Artificial, que depende muito da energia para a sua alimentação.

“A IA está a chegar a África, pelo que precisamos de infraestruturas para receber estas novas tecnologias. Não é esta a oportunidade certa para expandir para o exterior?”, escreve no seu LinkedIn.

Para a concretização do projecto, o jovem está a estabelecer parcerias com grandes empresas chinesas para produção de energia eléctrica e cimento a partir do lixo (resíduos sólidos) desperdiçado diariamente pela comunidade e indústrias moçambicanas. 

Fonte Moz Paparazzi

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