Temos referenciado, nos artigos passados, que a transformação digital está na sua maior parte aliada há vários factores, fora os fundadores, pessoas com ideias que brilham, há uma importância de se ter gente que faz as coisas acontecerem, falamos aqui do pessoal que dá suporte, seja investimento em conhecimento ou financeiramente.
Exemplo concreto do que aqui apresentamos é o Silicon Valley, que para ser o que actualmente é considerado, fora as grande inovações tecnológicas, grandes mentes por nós conhecidas, existiu um segredo para tamanho sucesso, um investidor de risco que em meio a várias dúvidas ateve-se e injectou capital para o sucesso das ideias.
A corrida pela reinvenção da vida ao digital tem sido frenética, a cada segundo e minuto do relógio, mais pessoas aparecem com ideias inovadoras, e outras com sede de aprender novas coisas e socializar-se com as ferramentas da tecnologia. Uma corrida feita lado a lado, expressando a igualdade de gênero na influência da tomada de decisões.
A propósito da igualdade de género e de uma contínua mostra das mulheres impactantes no mercado da tecnologia em Moçambique, embarcamos na história de duas mulheres de gerações diferentes, que têm contribuído positivamente no crescimento de um ecossistema forte em que há portas abertas para todos que querem brilhar.
Esselina Macome, Cecília Tivir são as figuras que compõem este artigo, em apresentação de como gerações distintas, conectam-se e fortalecem o mercado tecnológico no país.
A sua influência em tecnologia espelha-se através da pesquisa e como Directora Executiva do FSDMoç, programa financiado pela UK Aid do Governo do Reino Unido e do Governo Sueco que vem acompanhado a introdução e digitalização da economia moçambicana.
Através da participação fez parte do Conselho de Administração do Banco Central de 2005 a 2015. Foi responsável pela emissão de moeda, sistemas de pagamento e carteira de tecnologias de informação, financeiro e inclusão.
Busca sempre incluir as tecnologias de informação e os seus intervenientes em frente do desenvolvimento, governo electrónico, género, e o desenvolvimento e gestão de sistemas de informação em organizações, e Inclusão Financeira. Liderou uma série de estudos na sequência do progresso dos telecentros em Moçambique.
Cecília é mestre em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2017), e graduação em Ensino de Informática pela Universidade Pedagógica-Moçambique (2014), sendo actualmente Senior Software Quality Assurance Engineer.
O seu marco na tecnologia destaca-se pela disseminação do conteúdo educacional em tecnologia através da fixação em Moçambique da Django Girls, comunidade responsável pelo treinamento e desenvolvimento de raparigas no domínio da tecnologia e ferramentas como Python, PHP, Django através de seminários, workshops de programação gratuitos durante um dia, fornecendo ferramentas, recursos e apoio.
Tudo inicia-se em 2017, e deste processo já foram feitas edições de capacitação nas cidades de Maputo, Matola e Xai-Xai, e o seu nome é referenciado na tecnologia como um dos que se deve citar quando o assunto é desenvolvimento de uma comunidade favorável e que empodera mulheres em tecnologia.
As actividades aqui realizadas, espelham, em duas gerações, a virtude do cumprimento com os objectivos do desenvolvimento sustentável impostas pela ONU, destacando a promoção da igualdade de género, indústria, inovação e infra estruturas que consagram a mudança.




