A electricidade em Moçambique ainda não cobre todos os moçambicanos. Foi pensando em como converter a situação, que o arquiteto moçambicano Ruben Morgado criou a Girafa Solar que garante acesso público à electricidade.
A iniciativa é composta por paineis solares fotovoltaicos e uma cobertura, a estrutura que lembra o pescoço da girafa solar alimenta um espaço sob a cobertura, que possui 10 tomadas de carregamento de celular e um toca rádio, para transmitir música e notícias aos utilizadores ou frequentadores do espaço.
A criação deste espaço resulta da percepção do Carlos Morgado, junto da sua Fundação, que em zonas rurais os smartphones tornaram-se dispositivos importantes no estabelecimento das comunicações.
“Concluímos que os telefones celulares, ao expandir e fortalecer as redes sociais, contribuem para a melhoria dos meios de subsistência rurais e, consequentemente, para a redução da pobreza”, explica Ruben Morgado, líder do projeto.
A proposta teve seu desenho inicial em 2015 e, mais tarde, veio a ser chamado “Girafa Solar”. O seu lançamento foi na zona rural de Mangunze, distrito de Chongoene, na província de Gaza e agora está também presente em Sofala que oferece acesso público à electricidade.
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Além das estruturas citadas, existem mais duas unidades da Girafa Solar no país, especificamente Inhambane e Niassa, onde estão localizados os campos de reassentamento para deslocados de Cabo Delgado.

Como resultados esperados, está a dinamização do uso de celulares, desenvolvimento de espaço de engajamento social, maior segurança nas comunidades e acesso às novas tecnologias de informação.
Para além das ferramentas já instaladas, usadas para oferecer suporte e proteger a energia elétrica de seus utilizadores, a Girafa Solar deve contar com funcionalidades como Wi-Fi, televisão e computador, entre outros serviços.
Para Ruben, garantir que os habitantes de áreas rurais possam usar seus celulares também aumenta a capacidade das pessoas de lidar com emergências e aumenta a eficiência das actividades rurais.
O desenvolvimento contou com a participação da comunidade local que pôde opinar sobre sua estrutura, desde instalação de paineis solares, alguns níveis acima da cobertura usada para proteger os utilizadores e as tomadas, que resulta na formação da silhueta de uma girafa.
Fonte Social Media Diário Económico

