Google vai treinar nigerianos em habilidades digitais

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A Google, através dos seus executivos da Google África revelaram o plano de formar 20.000 jovens nigerianos, com especial atenção às mulheres, em competências digitais e fornecer um financiamento de 1,6 milhões de dólares para ajudar o governo nigeriano na criação de um milhão de empregos digitais no país.

Em reunião com a Google África em Abuja (capital da Nigéria), o Vice-Presidente da Nigéria Kashim Shettima declarou que o país tem a ambição de criar empregos digitais para a sua crescente população jovem. Kashim Shettima não apresentou, no entanto, um plano de como funcionará o projecto da criação dos postos de trabalho, porém, será implementado em breve.

De acordo com os executivos da Google África, o programa será possível graças a um subsídio que resultará da sua divisão de caridade, em colaboração com a Data Science Nigéria e a Creative Industry Initiative for Africa.

Já o Vice-Presidente, Shettima, afirmou que o programa da Google apoia o objectivo do governo de promover o envolvimento dos jovens na economia digital.

De acordo com Olumide Balogun, director da Google para a África Ocidental, a empresa vai investir dinheiro, ensinar competências digitais a mulheres e jovens na Nigéria e apoiar o crescimento de startups, o que levará à criação de empregos.

Charles Murito, responsável pelas relações governamentais e políticas públicas da Google África, declarou que a empresa está empenhada em financiar infra-estruturas de Internet em toda a África.

O treinamento dos nigerianos em competências digitais está ligado ao investimento que a Google tem vindo a realizar no continente africano com vista a acelerar a transformação digital.

Um dos objectivos, para além da criação de empregos e capacitação, é a aposta na aceleração de startups que se encontram ainda na sua fase inicial através de iniciativas que possibilitam abertura para financiamento e expansão das soluções para novos mercados.

A empresa anunciou, ainda neste ano, as startups africanas selecionadas para a 3ª edição do Black Founders Fund (Fundo de Fundadores Negros, em português). Trata-se de um programa que procura combater a “desigualdade racial sistémica no financiamento de capital de risco”.

O programa selecionou um total de 40 startups de África e do continente europeu, 25 destas foram fundadas no continente africano e 72% delas são lideradas ou co-fundadas por mulheres.

A actividade acontece através do fornecimento de doações sem participaçãoem acções e orientação para projectos que se encontram em fase inicial e em alto crescimento, criados por negros no continente africano e europeu.

Ainda neste ano, foram apresentadas três novas iniciativas criadas com o objectivo de capacitar e dar às mulheres africanas os recursos de que necessitam para serem bem sucedidas. 

As iniciativas são a Hustle Academy for Women-Led SMEs, o Google for Startups Accelerator Africa: Women Founders Cohort, e uma série de meios de comunicação social que celebra as mulheres inspiradoras no sector tecnológico africano.

A Google acredita que a capacitação das mulheres empresárias com as seguintes iniciativas é fundamental para o desenvolvimento de uma África mais equitativa e próspera.

De acordo com Dorothy Ooko, Directora de Comunicação, Google África, através dos programas “pretendemos colmatar a lacuna e capacitar as mulheres para terem sucesso nos seus respectivos campos”, conta.

As iniciativas estão conectadas com o investimento de mil milhões de dólares em África que tem a duração superior a cinco anos e abrange, como principais beneficiários, Nigéria, Quénia, Uganda e Gana.

Fonte Reuters Voa

Kabum Digital - Revista_33
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