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Há insatisfação no uso dos cartões contactless

Cartões Contactless
Imagem ilustrativa do uso de um cartão contactless num POS

Como forma de modernizar o sistema bancário moçambicano, foi introduzida, pelos bancos nacionais, a tecnologia designada Contactless (sem contacto, em português). Da sua introdução, para boa parte dos utilizadores, esta não é segura. 

Contactless é o termo aplicado à tecnologia que permite a realização de operações “sem contacto”, recorrendo a um sistema de comunicação chamado NFC (Near Field Communication). O sistema é usado principalmente em cartões de pagamento, porém, pode também ser utilizado em dispositivos como smartphones ou relógios inteligentes.

A introdução desta tecnologia tem por objectivo proporcionar mais segurança às transferências electrónicas e oferecer aos utilizadores tecnologia moderna e inovadora no sistema financeiro moçambicano.

De forma simples, estes cartões caracterizam-se pela leitura por aproximação que permite realizar operações de pagamento através da aproximação do cartão de um POS preparado para receber pagamentos contactless. Os cartões podem ser identificados através de um símbolo de wi-fi, permitindo que estes possam efectuar operações de pagamento por aproximação numa distância máxima de até quatro centímetros.

Para a Associação Moçambicana de Bancos (AMB), quanto à segurança das transacções efectuadas via Contactless, está presente a criptografia avançada, tornando-os assim extremamente seguros.

“Este passo significativo envolve a introdução da tecnologia contactless nos cartões bancários e terminais de pagamento (POS), bem como a renovação das máquinas ATM e a inclusão de novas funcionalidades na conta móvel e no canal móvel”, lê-se num comunicado da AMB aquando da introdução.

Considera-se esta tecnologia segura e cómoda para os utentes. Porém, do inquérito levado a cabo pela Kabum Digital, verificou-se a insatisfação no uso deste serviço e nem todos consideram seguro, principalmente na hora de efectuar pagamentos via POS, uma vez que não há necessidade de introduzir o PIN para valores relativamente baixos definidos por cada banco comercial. 

O inquérito foi feito ao nível das redes sociais da revista (Facebook, LinkedIn). No LinkedIn, 189 pessoas votaram, sendo que 143 acreditam que deve se melhorar a segurança, 24 consideram que a introdução tornou fácil a realização de pagamentos e 22 pessoas ainda não notaram diferenças. 

Já no Facebook, 50 pessoas deram a sua opinião, sendo boa parte questionando a segurança deste serviço. 

“Há vulnerabilidade clara nesta implementação”

Samú Zavalito, um dos utilizadores do Facebook, olhou para este serviço como vulnerável pela sujeição a perder 1800 MZN por dia, ou seja,  o utente pode fazer uma despesa diária no valor de 1800 Meticais.

Outras notícias: 


“Não consigo entender como foi possível aprovar um projecto de movimentação de dinheiro que não carece de nenhuma autenticação. Agora, mesmo com seu cartão na carteira, acho que pode alguém se aproximar com um scanner contactless e te roubar dinheiro”, referiu.

Para Samú, a implementação não vem solucionar estas vulnerabilidades e tem que implementar um mecanismo de autenticação biométrica para completar este avanço.

Por outro lado, Dinércio Mazuze, refere que os cartões são uma boa solução e “facilitam muita coisa”,  o problema surge quando os outros (não proprietários) tomam conta dos cartões.

Anteriormente ao inquérito a este inquérito, o jornal moçambicano, em Novembro do ano passado, constatou que há utentes que perderam valores em pagamentos com novos cartões via POS e cujo processo de recuperação junto do banco estava a ser moroso.

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