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Inaugurada Centro de Armazenamento de dados no país

Centro de Armazenamento de Dados
Centro de Armazenamento de Dados

Moçambique conta desde a última semana de Maio, com um centro de armazenamento de dados independente  inaugurado pela empresa intercontinental de centros de dados, Raxio Moçambique.

A Central está localizada no Parque Industrial de Beluluane, na província de Maputo e trata-se de um investimento orçado em cerca de 20 milhões de dólares norte-americanos e o objectivo é dinamizar o ecossistema digital. 

Centro de Armazenamento de Dados ou Data Center é um local onde é armazenado, processado e distribuído grandes quantidades de informações através de uma rede de computadores e equipamentos tecnológicos.

Pense nele como uma biblioteca digital gigante, onde estão guardados todos os dados e sistemas que empresas e serviços online precisam para funcionar.

O Data Center aqui lançado pela Raxio tem a capacidade de conectar prestadores de serviços de Internet nacionais e internacionais, visando impulsionar a transformação digital, sendo a primeira instalação de Data Center Tier III neutra em termos de operadora do país.

Emído Amadebai, director-geral da Raxio, citado pelo jornal A Carta, revela que a infra-estrutura chega com o foco na transformação digital dos serviços de pequenas e grandes empresas, bem como do público em geral e responder um dos objectivos nacionais de armazenamento de dados internamente. 

“Neste data center, temos fornecedores de cloud e de virtualização, que são serviços cruciais nos dias de hoje para o sector público, bem como para o sector privado, permitindo-nos cumprir a ambição de soberania de dados que o governo tem vindo a pressionar em últimos anos, que é garantir que processamos os nossos dados internamente”,

afirmou citado pelo jornal A Carta

Segundo o director-geral, a utilização desta central tornará possível garantir acessibilidade no uso da internet no país, uma vez que um dos problemas para o custo da internet está no uso de servidores de armazenamento de dados internacionais. 

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“Acessamos esses serviços normalmente fora do país e por isso o custo da internet é muito alto. Assistimos recentemente a um protesto de estudantes que reclamaram do elevado custo da Internet em Moçambique. É importante ter o contexto aqui”, disse.

Uma das ambições é permitir que serviços internacionais, como TikTok, Microsoft, Google e Amazon possam instalar os seus serviços no país, uma vez que actualmente tem sido feito nos países vizinhos. 

“Quando fazem isso fora do país, temos que pagar muito mais para conseguir esses serviços. Com provedores de conectividade em Raxio, todos esses serviços acabam sendo mais acessíveis”,

disse Amadebai.

No continente africano, a Raxio está  presente em sete países: Uganda, Etiópia, Moçambique, Costa do Marfim, República Democrática do Congo (RDC), Angola e Tanzânia. O lançamento em Moçambique está alinhado ao segundo que acontece e é resultado do trabalho que temos feito nos últimos cinco anos, disse o director geral. 

Durante a sua fase de construção, o projecto empregou 200 trabalhadores, 80 durante a fase de implementação da tecnologia, e atualmente opera com uma equipa de 17.

Fonte A Carta

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