Dados do último relatório da Data Reportal, plataforma dedicada a relatórios e estatísticas sobre tendências digitais globais, apenas 7 milhões de moçambicanos têm acesso à Internet, quando a população chega a quase 35 milhões de habitantes. O país quer mudar este cenário.
Para 2026, o país ambiciona acelerar o acesso à Internet de banda larga em 301 localidades rurais, através da instalação de infra-estruturas que assim garantem esta realidade.
A implementação será feita através de um concurso lançado pelo Ministério das Comunicações e da Transformação Digital com financiamento do Banco Mundial no âmbito do Projecto de Aceleração Digital de Moçambique.
O objectivo da iniciativa é expandir a cobertura da banda larga em zonas rurais, sendo que na primeira fase, a previsão é erguer as infra-estruturas em 95 localidades das regiões sul e centro.
Na segunda fase, para a zona centro, está prevista a instalação em 101 localidades, enquanto o terceiro lote visa implantar as infra-estruturas em 101 localidades da região norte.
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A iniciativa poderá reduzir a exclusão digital no país, promovendo o acesso às comunicações de alta velocidade e a serviços de voz em comunidades que até ao momento não dispõem deste tipo de serviços.
A implementação faz parte ainda da iniciativa “Programa Internet para Todos 2030”, lançado em 2025 pelo Presidente do país, Daniel Chapo, na busca por assegurar acesso a telecomunicações de alta velocidade, maior facilidade de acesso a serviços de informação, educação e outros serviços digitais a mais de 90% da população das localidades abrangidas.
Em Novembro, o ministro das Comunicações, Américo Muchanga, anunciou que o Governo moçambicano já tinha instalado 143 novas antenas de telecomunicações em todas as províncias para reforçar a cobertura e qualidade dos serviços, referindo que foram também realizadas 500 assinaturas digitais com validade jurídica.
Além do reforço da qualidade da comunicação em Moçambique, as novas antenas de telecomunicações visam também garantir conectividade para todos os cidadãos, incluindo os que vivem em zonas rurais e remotas, disse na altura o governante.
Fonte Xonguila





