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Jack Ma regressa à China após mais de um ano em parte incerta

Jack Ma

O fundador da Alibaba, Jack Ma, retornou à China, encerrando uma estadia de mais de um ano no exterior que foi vista pela indústria como um reflexo do momento sóbrio entre os empreendedores e as politicas do país. 

O retorno é visto com esperança, pode ajudar a acalmar as preocupações das empresas do sector privado do país após uma repressão regulatória severa de dois anos. 

Sua reaparição pública fornece suporte para o tom mais suave do governo em relação ao sector privado, à medida que os líderes tentam fortalecer uma economia abalada por três anos de restrições devido à pandemia de Covid-19.

As discussões indicando que Jack Ma estava na China começaram nas redes sociais, e sua volta foi confirmada por uma escola que visitou e pelo jornal South China Morning Post, de propriedade da Alibaba.

Na escola, Ma, discutiu tópicos como ChatGPT e a sua vontade de um dia voltar ao ensino. A escola Yungu foi fundada por Ma e outros fundadores da Alibaba na cidade natal da gigante de comércio eletrónico, Hangzhou, em 2017.

O regresso da Ma “impulsiona o sentimento da plataforma mais ampla e da indústria da Internet”, disse Zhang Zihua, director de investimentos da Beijing Yunyi Asset Management.

“Significa que a nova liderança máxima tem de facto estado a reanimar a posição e a importância das empresas no desenvolvimento económico da China. Espera-se que as políticas restritivas sejam ajustadas.”

As ações da Alibaba subiram mais de 4% depois da notícia do regresso de Ma, antes de cederem parte dos seus ganhos.

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O interesse no paradeiro de Ma foi renovado recentemente, uma vez que a China está tentar demonstrar apoio ao sector privado após uma repressão de vários anos na indústria de tecnologia. O movimento levou alguns fundadores a se mudar para o exterior e buscar expandir seus negócios no exterior.

A notícia surge num momento em que empresas de tecnologia chinesas estão enfrentando uma pressão sem precedentes no Ocidente. No último mês, os legisladores dos EUA interrogaram o CEO da TikTok, Shou Zi Chew, em uma audiência do congresso que durou cinco horas.

Contudo, a TikTok não é a única que está enfrentando obstáculos nos EUA. Um grupo de “empresas e indivíduos” formou uma campanha “Shut Down Shein” para questionar as práticas comerciais da Shein, a gigante de moda rápida sediada em Singapura que alcançou dominância global graças às suas cadeias de suprimentos baseadas em dados na China. A Shein refutou um relatório que afirmava que corria riscos de ser fechada nos EUA.

Fonte TechCentral

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