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Jovem cria dispositivo capaz de limpar “todo” lixo do oceano

Jovem Boyan Slat

Chama-se Boyan Slat e tem se dedicado há quase 10 anos a resolver o problema da poluição plástica nos oceanos por meio da sua organização The Ocean Cleanup. 

A organização tem trabalhado em diversas soluções para filtrar o lixo plástico presente no Oceano Pacífico.

Uma das principais tecnologias ou dispositivos utilizadas pela Ocean Cleanup é uma longa barreira em forma de U, semelhante a uma rede, que é puxada por barcos através das áreas com concentração de lixo. 

A barreira se move lentamente para evitar causar danos à vida marinha. Para identificar as áreas com maior concentração de plástico, câmeras alimentadas por inteligência artificial são utilizadas para escanear continuamente a superfície do oceano.

Lixo plástico coletado no oceano pelo sistema criado pela The Ocean Cleanup. Imagem via: Olhar Digital

Segundo Boyan Slat existem áreas com densidade extremamente alta de plástico, enquanto outras estão praticamente vazias. A crença é que concentrar os esforços de limpeza nessas áreas de maior concentração pode tornar a operação mais eficaz. 

Até o momento, o sistema desenvolvido pela Ocean Cleanup, com uma extensão de 800 metros, já colectou quase 200.000 kg de plástico oceânico.

Embora essa quantidade represente apenas 0,2% dos 100 milhões de quilos de plástico presentes na maior mancha de lixo plástico do mundo, conhecida como “a Grande Mancha de Lixo do Pacífico”, Boyan Slat acredita que cada pequeno passo é importante. 

Slat destaca que “tudo que é grande começa pequeno”. No entanto, também reconhece os desafios da missão, afirmando que o planeta é imenso e que existem cerca de 1.000 rios que são fonte da poluição plástica nos oceanos.

Para lidar com esse problema, a Ocean Cleanup está desenvolvendo um novo sistema, chamado Sistema 3, que consiste em uma barreira de 2,4 km de comprimento, três vezes maior do que o sistema atual. 

A organização espera que a introdução de 10 desses sistemas possa limpar até 80% do lixo plástico do Oceano Pacífico até o final da década.

A pesquisa realizada pela empresa em 2021 revelou que aproximadamente 1.000 rios em todo o mundo são responsáveis por transportar 80% do plástico encontrado nos oceanos. 

Boyan Slat enfatiza que os rios são como artérias que levam o lixo da terra para o mar. Quando chove, o plástico é arrastado pelas ruas, riachos e rios, chegando finalmente ao oceano. 

A Ocean Cleanup utiliza suas soluções chamadas “Interceptors” para intercepção do lixo nos rios antes que chegue ao mar. 

As soluções são adaptadas às características de cada rio, como largura, profundidade, velocidade do fluxo e tipo de detritos presentes.

Lixo acumulado atrás da barreira de um sistema Interceptor em Ballona Creek, Califórnia

Actualmente, a organização já está interceptando plástico em 11 rios ao redor do mundo, mas pretende expandir essa iniciativa para os 1.000 rios mais poluidores do mundo. 

Embora a luta contra a poluição marinha seja um desafio imenso e dependa principalmente da redução da produção e do consumo de plástico, Boyan Slat mantém grandes esperanças para o futuro. 

O jovem acredita que, com as tecnologias desenvolvidas para limpar a poluição existente nos oceanos e interceptar o plástico nos rios antes que ele chegue ao mar, será possível alcançar um progresso significativo em um futuro não tão distante.

Boyan tem uma inclinação natural para a inovação desde jovem. Aos 14 anos, ele já demonstrava sua habilidade inventiva ao coordenar o lançamento de 213 foguetes de água simultaneamente, o que lhe rendeu um recorde do Guinness.

Fonte BBC

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