A Meta, empresa responsável por plataformas como o Facebook, Instagram e Threads, registou uma patente que propõe o desenvolvimento de uma inteligência artificial capaz de continuar a publicar conteúdo mesmo após a morte do utilizador.
A tecnologia utiliza um sistema de aprendizagem profunda para recriar o comportamento digital de uma pessoa, baseando-se no seu histórico de mensagens, publicações, fotografias, vídeos e interacções nas redes sociais.
O resultado seria um “clone digital”, projectado para manter activa a presença online do utilizador, respondendo automaticamente a comentários, gerando posts e até simulando emoções.
A proposta levanta questões éticas e filosóficas sobre os limites da inteligência artificial e o direito à privacidade digital.
Especialistas afirmam que a ideia de uma “vida digital após a morte” abre espaço para debates sobre consentimento, legado virtual e manipulação de dados pessoais, num momento em que as fronteiras entre o humano e o artificial se tornam cada vez mais indefinidas.
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Apesar de ainda não existir previsão de lançamento ou aplicação pública, a patente demonstra o interesse crescente das grandes empresas tecnológicas em explorar novas formas de presença digital e relacionamento pós-vida.
A Meta argumenta que a tecnologia poderia servir para preservar memórias e homenagear pessoas falecidas, mas críticos alertam para o risco de transformar a saudade em produto digital.
Entre fascínio e preocupação, o avanço sugere um futuro em que as identidades virtuais poderão sobreviver aos próprios criadores, desafiando os limites da mortalidade digital e da ética tecnológica.
Fonte Business Insider





