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Moçambicana lança pulseira sensorial para ajudar deficientes visuais

Moçambicana cria pulseira para deficientes visuais
Pulseira para deficientes visuais

Yone Saranga, jovem moçambicana de 17 anos e estudante de Engenharia Informática no Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique (ISCTEM), desenvolveu uma pulseira sensorial inovadora com o objectivo de melhorar a mobilidade de pessoas com deficiência visual no país, permitindo-lhes deslocarem-se com mais segurança.

Trata-se de um dispositivo tecnológico avançado equipado com sensores ultrassónicos ou infravermelhos que detectam obstáculos próximos ao utilizador. Utilizando esses sensores, a pulseira é capaz de mapear o ambiente circundante e identificar potenciais perigos, como obstáculos ou mudanças no terreno.

Quando detecta um obstáculo, a pulseira emite alertas vibratórios ou sonoros de intensidade variável, proporcionando feedback imediato ao utilizador. Estes alertas são projectados para serem intuitivos e fáceis de entender, permitindo que os utilizadores ajustem a sua rota ou evitem obstáculos com mais confiança e independência durante as suas actividades diárias.

 A Yone explica que a ideia desta criação, foi inspirada por uma experiência pessoal, onde ela presenciou uma pessoa com deficiência visual quase a ser atropelada ao atravessar a estrada, apesar de ter prioridade, devido à distração de um condutor. Essa situação a motivou a iniciar o desenvolvimento da pulseira como uma solução prática para prevenir acidentes similares no futuro. 

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“Foi assim que pensei no que poderia fazer para evitar que tal acontecesse. Confesso que não foi fácil produzir o aparelho, e as dificuldades foram agravadas principalmente pelas limitações na aquisição do material necessário para fazer a pulseira. Mesmo assim, foi interessante passar a minha ideia do papel para a prática”,

contou para o Diário Económico.

A pulseira desenvolvida por Yone utiliza sensores para detectar diversos tipos de obstáculos, como pedestres, móveis e emite alertas para orientar os utilizadores. 

Para construir este dispositivo inovador, Yone modificou um relógio com a instalação de sensores ultrassónicos de alta precisão, utilizando o esqueleto do relógio ou pulseira, associado a uma série de circuitos, sensores ultra-sónicos, baterias e vibradores.

Atualmente, Yone planeia  fundar uma empresa dedicada à produção em larga escala de pulseiras sensoriais. O objectivo é disponibilizar essa tecnologia acessível para mais pessoas com deficiência visual em Moçambique e além, ajudando-as a superar os desafios cotidianos com maior independência e segurança.

Fonte Diário Económico

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