Moçambique introduz reconhecimento facial no registro de cartões

Cartões

Em reforço às medidas contra burlas e as operações fraudulentas, os utilizadores de telefonia móvel em Moçambique deverão, a partir do mês de Outubro, fornecer informações biométricas para o registo de cartões SIM.

Trata-se de dados como reconhecimento facial e impressão digital. No entanto, o novo sistema não vai eliminar o uso de outros documentos de identificação com bilhetes de identidade ou passaportes. 

A medida é do próprio Instituto Nacional das Telecomunicações de Moçambique, e vai abranger os agentes distribuidores ou revendedores dos cartões.

Assim, o subscritor passa a ter um Número Único de Telecomunicações (NUTEL) que será emitido pelo INCM, para a identificação única do subscritor em todo o sistema das comunicações, independente do operador. 

Segundo Reinaldo Zezela, cientista de dados do INCM, a medida visa igualmente facilitar a identificação de autores de crimes cibernéticos e evitar falhas na identificação do infrator.

“Nós queremos assegurar que todo o indivíduo que estiver a usar um serviço na rede de telecomunicações do país seja identificável, sejamos capazes de rastreá-lo e tenhamos a certeza de que a operação está a ser feita pela pessoa certa.”

Disse Reinaldo Zezela.

No antigo regulamento, apenas era feito o registo de cartões, mas a promessa é passar a registar o próprio subscritor, o cartão, o dispositivo que o subscritor vai usar e o próprio agente.


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A nova norma prevê a penalização dos subscritores que não a observarem, nomeadamente a suspensão de usufruto dos serviços de qualquer operadora. 

Aos operadores que infringirem as regras serão aplicadas sanções ou multas que variam entre 500 e 3000 salários mínimos. 

Aos agentes, será aplicado uma sanção ou multa que varia entre 10 e 20 salários mínimos. Além disso, tanto os subscritores, operadores e agentes podem ser suspeitos de práticas de fraude caso não observem as normas. 

Com o NUTEL a instituição também quer tornar possível o armazenamento de informações fraudulentas dos subscritores, o que resulta com a criação da Central de Risco.

“Temos um outro elemento que é a central de risco, que vai funcionar para cadastrar aqueles indivíduos que, nalgum momento, tenham cometido algum ilícito, uma fraude ou estejam envolvidos em actos ilegais”, disse Reinaldo.


Fonte MZNews O País

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