Uma delegação moçambicana, composta por quadros do Instituto Nacional das Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), nomeadamente Lourino Chemane, Presidente do Conselho de Administração, e Onélio Zavala, Chefe do Departamento de Sistemas de Informação, bem como demais quadros da Embaixada da República de Moçambique na Índia, participou, de 16 a 20 de Fevereiro de 2026, no AI Impact Summit India 2026, realizado no Bharat Mandapam, em Nova Deli.
A participação de Moçambique reveste-se de particular relevância, uma vez que o país integrou os grupos de trabalho internacionais de preparação da cimeira, os quais produziram sete documentos temáticos estratégicos a serem endossados pelos Estados participantes.
Documentos Temáticos Estratégicos
Os documentos incidem sobre os seguintes domínios:
- Governança e Políticas Públicas de Inteligência Artificial
- Ética, Segurança e Responsabilidade Algorítmica
- Protecção de Dados e Confiança Digital
- Infra-estruturas Digitais e Computação em Nuvem
- Capacitação de Talentos e Inclusão Digital
- Democratização do Acesso a Recursos de IA
- Cooperação Internacional e Impacto para o Desenvolvimento Sustentável
Participação em Painéis de Alto Nível
Lourino Chemane participou no painel “Human Flourishing in the Age of AI: A Global South Coalition for Transition Infrastructure”, ocasião em que foi anunciado o estabelecimento do Institute for Human Flourishing, iniciativa do Governo da Índia com sede naquele país e com representações previstas para África, Estados Unidos e Europa.
No âmbito das sessões técnicas, Lourino Chemane partilhou experiências da elaboração do Regulamento de Construção e Operação de Centros de Dados e do Regulamento de Desenvolvimento, Contratação e Operação de Plataformas de Computação em Nuvem, instrumentos considerados essenciais para o reforço da segurança jurídica, para a promoção de infra-estruturas digitais críticas e para a afirmação da soberania digital de Moçambique na era da Inteligência Artificial e dos Dados.
Onélio Zavala participou no painel “Democratizing AI Resources in India”, onde foram sublinhados princípios consensuais fundamentais:
que a IA se torna real quando é escalada para realidades confiáveis; que a soberania digital exige não apenas centros de dados, mas também computação em nuvem governamental e modelos linguísticos de pequena escala para soluções locais; e que a integridade institucional é condição prévia para uma IA segura, implicando investimento, segurança e soberania.
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