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Moçambique vai beneficiar dos serviços do ANGOSAT-2, satélite angolano

ANGOSAT2

Moçambique está na lista dos países que poderão beneficiar, dentro em breve, dos serviços do segundo satélite angolano designado ANGOSAT-2, no âmbito da expansão dos serviços deste solução por parte de Angola.

A informação está conectada com o anúncio do ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social de Angola, Mário Oliveira, que fez saber que o país está a realizar trabalhos técnicos para que as vantagens do ANGOSAT-2 sejam compartilhadas junto dos países da SADC.

SADC é o acrônimo na língua inglesa para designar a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (Southern Africa Development Community-SADC), criada em 1992 e dedicada à cooperação e integração sócio-económica, bem como à cooperação em matérias de política e segurança, dos países da África Austral.

Faz parte da SADC Angola, Botswana, Comores, República Democrática do Congo, Eswatini, Lesotho, Madagáscar, Malawi, Maurícias, Moçambique, Namíbia, Seicheles, África do Sul, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe. 

A apresentação da possível parceria foi apresentada pelo dirigente Mária Oliveira no quadro da 43ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da SADC, realizada na capital angolana, a 17 de Agosto, que contou com a presença dos Presidentes de Moçambique, Botswana, Malawi, Namíbia, África do Sul, República Democrática do Congo (RDC), Zâmbia e Zimbabwe, do Vice-presidente da Tanzânia e de representantes das Ilhas Seychelles, das Ilhas Maurícias e das Comores.

Segundo o ministro, entre os países que já mostram interessados pelos serviços, o realce está para Zâmbia, onde os técnicos aprimoram os trabalhos para que este país beneficie do sinal do satélite que está em órbita. Outros países que também já manifestaram interesse são o Botswana e RDC.

Angola já beneficia dos serviços do satélite desde o dia 4 de Novembro de 2022, na posição 23 graus, sendo que foi lançado a 12 de Outubro de 2022.

Em novembro de 2022, os testes em órbita foram concluídos com êxito sendo que em janeiro de 2023, foram concluídos com sucesso os testes de serviços de telecomunicações, com destaque para as províncias de Cabinda, Uíge, Luanda, Cuando Cubango, Moxico, Huíla e Lunda Sul.

A capacidade comercial é constituída por 6 transmissões em banda C que cobrem todo o continente africano e parte do sul da Europa e 24 na banda Ku que cobrem a região sul e parte do centro do continente africano.

O ANGOSAT-2 é considerado um satélite de alta taxa de transmissão, o que significa que garante uma maior largura de banda para serviços de dados, especialmente a Internet.

A par desta informação, fora de abertura do espaço para que Moçambique usufrua dos serviços do satélite, Angola comprometeu-se em ajudar Moçambique a instalar a sua infraestrutura para o lançamento de satélites, sendo que já passaram 3 anos desde que o país anunciou que em breve lançará o seu primeiro satélite.

Num primeiro anúncio, a ambição é que o lançamento acontecesse a partir dos Açores, em Portugal, colocando-se como “o primeiro” dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) a lançar satélites a partir daquela região.

Um dos principais objetivos com o lançamento do seu primeiro satélite, é evitar que os países mais desenvolvidos ocupem o seu espaço aéreo.

Segundo Tuaha Mote, Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique, a calcular pelos custos, o lançamento de um satélite implicará a possível escolha de aluguel de um segmento espacial dos satélites já existentes, ou lançando de raiz um satélite próprio ou então cofinanciado com outros fornecedores já com larga experiência.

Fonte INACOM

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