Músicos podem perder milhões em receitas para a Inteligência Artificial

Auriculares segurados com pontas de dedos
Auriculares segurados com as pontas dos dedos

Um estudo da Confederação Internacional de Sociedades de Autor e Compositores (CISAC) mostra que os músicos podem perder, nos próximos cinco anos, cerca de milhares de milhões de euros das suas receitas para a Inteligência Artificial.

A previsão surge na apresentação do estudo “Study on the Economic Impact of Generative AI in the Music and Audiovisual Industries”, em Paris, sobre o crescimento exponencial no investimento em novos modelos de inteligência artificial generativa.

Dentro da perda estimada para os criadores de música, o impacto potencial será forte nas colecções digitais, seguidos pelos que trabalham para a indústria televisiva e rádio e na chamada música de fundo usada em espaços públicos ou em produções audiovisuais.

Por outro lado, levantam-se preocupações quanto aos direitos de autor, pelo facto de estes modelos de IA generativa utilizarem obras sem autorização dos autores e as criações resultantes serem “difíceis de distinguir de criações humanas”, o que potencialmente poderá substituir obras tradicionais no mercado de distribuição e exibição.

O impacto da Inteligência Artificial (IA) poderá representar a perda de 12 mil milhões de euros em receitas no mercado audiovisual e de 10 mil milhões de euros no mercado da música.

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Neste sentido, estima-se que o valor do mercado da música e do audiovisual com conteúdos criados por Inteligência Artificial (IA) sofrerá “um crescimento exponencial nos próximos cinco anos, passando de 3 mil milhões de euros para 64 mil milhões de euros”.

“São receitas que resultam directamente da reprodução não licenciada do trabalho de criadores, o que representa uma transferência do valor económico dos autores para as empresas de IA”,

lê-se no documento.

Desde o seu “boom”, a Inteligência Artificial já demonstrou mudanças na forma como os conteúdos são produzidos, sendo utilizada em alguns trabalhos audiovisuais de baixo orçamento, videojogos, filmes ou séries, como forma de reduzir custos, ou ainda na realização de dobragens e legendas automáticas.

A Confederação Internacional de Sociedades de Autor e Compositores (CISAC) reúne mais de cinco milhões de criativos de todo o mundo.

Fonte O Público

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