Sistema educativo deve adaptar-se à Inteligência Artificial, defende Osvaldo Cossa

A crescente influência da Inteligência Artificial (IA) tem gerado discussões acaloradas, especialmente no sector educacional. Recentemente, a notícia de docentes portugueses defendendo a proibição do uso de IA em universidades acendeu o debate sobre a integração de novas tecnologias no ensino.

O engenheiro de software e docente moçambicano Osvaldo Cossa posicionou-se, através de um comentário no Facebook, defendendo que a inovação é inevitável e a Inteligência Artificial é uma tendência que veio para ficar, exigindo que a sociedade aprenda a coabitar com ela.

Para Osvaldo Cossa, a resistência a novas ferramentas digitais é um padrão histórico. “Não podemos limitar nem fugir da inovação… Ontem resistimos às máquinas de calcular, às redes sociais, aos jornais electrónicos, entre outras inovações, e hoje convivemos com isso normalmente”, explicou, destacando a capacidade humana de adaptação tecnológica ao longo do tempo.

O profissional moçambicano salienta a necessidade de o sistema de educação se adaptar a esta nova realidade tecnológica. A negação pode levar ao atraso e à irrelevância, comparando a situação à de grandes meios de comunicação que inovaram e marcaram presença na internet, enquanto “quem parou ficou esquecido.”

Cerca de 30 docentes portugueses assinaram um manifesto, expressando preocupações com os riscos da Inteligência Artificial generativa. Acreditam que a proibição da IA em ambientes académicos pode prevenir um “dilúvio digital” e a diminuição da curiosidade intelectual dos estudantes, valorizando a interação humana no processo de aprendizagem.

A carta dos docentes portugueses, suportada por estudos e relatórios internacionais, defende que é preciso “humanizar o ensino” e banir a IA das universidades e politécnicos, uma escolha que reconhecem como “a mais difícil e também a mais urgente”.

Outras notícias para ler:

O debate sublinha a complexidade da integração da Inteligência Artificial na educação. Enquanto alguns veem a IA como uma ferramenta indispensável para a evolução e modernização, outros alertam para a necessidade de salvaguardar os valores pedagógicos tradicionais e a curiosidade intelectual intrínseca dos alunos.

Encontrar um equilíbrio entre a inovação tecnológica e a humanização do ensino será crucial para o futuro da educação, permitindo que as instituições preparem os estudantes para um mundo cada vez mais digital, sem comprometer o desenvolvimento do pensamento crítico e da criatividade.

Related Posts

Subscreva-se à nossa newsletter. Fique por dentro da tecnologia!

Total
0
Share