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Os Melhores Desenvolvedores de Moçambique

Melhores Desenvolvedores de Moçambique

Do mesmo jeito que se tem o melhor jogador do mundo, não faltaria o melhor desenvolvedor. Contudo, para o alcance da perfeição por parte deste profissional, é importante que se tenha quem cria espaço e torna possível uma competição única e com um toque mágico.

Na tecnologia, não há diferença, por trás de quem escreve o melhor código, desenvolve e lança a melhor solução, há quem garanta que se tenha um espaço para a recepção destas soluções por parte do público. Dentre vários nomes, há dois que se destacam como melhores desenvolvedores do ecossistema da tecnologia moçambicana, caso da Valquiria de Barros e Igor Sambo.

Porque não vale só fazer e é importante mostrar que sabe o que está a fazer, colocamos os dois a analisar o próprio campo e, em linhas gerais, apresentação dos prós e contras no impulsionamento do ecossistema.

“Temos talento, mas falta mercado”.

Igor Sambo 

A actuação do Igor Sambo como impulsionador do ecossistema moçambicano de tecnologia não acontece por acaso, é na verdade, o actual presidente da maior comunidade de desenvolvedores de Moçambique, a MozDevz.

 

Igor Sambo, actual Presidente da MozDevz, comunidade moçambicana de desenvolvedores

Numa análise deste espaço, assume que está de boa saúde, com muito talento que precisa de ser explorado, porém, o próprio mercado precisa ficar maduro para a recepção das inovações e evoluções que se tem notabilizado ao nível nacional. 

Como forma de mudar isso, com os eventos que se tem realizado por parte da MozDevz, a ideia é que “os eventos não fortifiquem por si só o mercado, mas aquilo que as pessoas vão colher e vão continuar a fazer”, explica, ressaltando que depois do eventos o passo seguinte é acompanhamento dos participantes para garantia de qualidade técnica. 

Aos olhos do Igor, eventos são espaços em que se dá a possibilidade da pessoa ter as bases, ideias e fortificação das conexões no mundo tecnologia, para resultar na criação de projectos e espaços de discussões.

Na elevação deste espaço, um dos maiores desafios está conectado com a disponibilidade de recursos, contudo, não é este um factor limitante, porque com qualquer tipo de recurso “vamos conseguir garantir a discussão de assuntos e projectos”.

Mais que presença do público nos eventos, para Igor Sambo, a fortificação torna-se realidade quando se tem a certeza que o público  consegue adquirir conhecimento e consegue aplicar.

Como olha para o surgimento de novas comunidades?

Num momento em  que a tecnologia moçambicana recupera-se e fortifica-se após a pandemia de Covid-19, a cada dia que passa, surge uma nova “micro-comunidade”, cada com foco numa dada tecnologia. Num olhar clínico à esta situação, não descreveria de outra maneira se não “excelente”.

“É excelente, não ia dizer de outra forma, como tem se dito, o mercado moçambicano ainda é novo. Se a MozDevz quisesse monopolizar, no final não vamos conseguir fortalecer todo o ecossistema”, diz,  considerando que com o nascimento de várias comunidades, abre-se espaço para a possibilidade de mais indivíduos impulsionarem cada frente tecnológica. 

Neste sentido, mais que olhar como concorrentes, o papel da MozDevz é garantir que todas comunidades possam realizar suas actividades e possam sustentar a tecnologia do país. 

“Houve um avanço significativo na participação da mulher”

Valquíria de Barros, activista e embaixadora da Women Techmakers em Moçambique

Enquanto mulher, activista, na sua análise ao ecossistema, Valquíria de Barros assume que ao longo dos últimos anos, a nível mundial, houve um avanço significativo na participação das mulheres que tem servido de inspiração às outras, como é o caso da Ada Lovelace, primeira programadora da história. 

No caso de Moçambique, ainda há um caminho por percorrer pois “estamos a lidar com crenças, hábitos, costumes e cultura que carregamos há anos e não é fácil chegar e dizer que devemos mudar”, conta.

“Se nós queremos que elas (mulheres) tenham espaço, devemos capacitá-las”

Valquíria de Barros

Assumir a realização e organização de eventos em prol da fortificação do espaço da tecnologia, o primeiro desafio esteve ligado com a comunicação e interação com o público que foi de certo modo, inicialmente “assustador”. Para a resolução da situação, Valquíria tem vindo a desenvolver jogos que possam “garantir que as pessoas aprendam, divirtam-se e comuniquem informações e experiências “, que  possam servir de descoberta das habilidades de cada um. 

Actualmente, o que não tem faltado, ao lado do surgimento de novas comunidades, são iniciativas que buscam pela conexão das raparigas à tecnologia, como é o caso da Women Tech Maker, comunidade da qual é embaixadora. 

Para a activista, a existência destas iniciativas garante que se tenha a certeza da capacitação das mulheres e “em algum momento essas comunidades vão dar suporte”, e não é na tentativa de serem melhores, mas eliminação de conhecimento equivocado e garantir que haja mulheres com conhecimento científico de qualidade.

“Devemos estar dispostos a nos livrar da vida que planeamos para poder viver a vida que nos espera”.

Valquíria de Barros em citação ao Joseph Campbell.

Um dos momentos marcantes, aos olhos da Valquíria de Barros foi a entrega do DevFest 2022, que aconteceu fora do centro da cidade de Maputo, concretamente no Parque de Ciências e Tecnologias de Maluana-Manhiça, que juntou mais de 200 desenvolvedores e entusiastas da tecnologia.

Este evento serviu de teste para perceber até onde era possível, entre várias limitações,  fazer algo que antes não tinha sido feito e ainda assim o fazer. 

Dentro dos aprendizados esteve a capacidade de coordenação, liderança e reconhecer que às vezes as coisas nem sempre vão acontecer como planeamos. Para mim o DevFest foi mais sobre ser resiliente e abdicar do que planeamos para o que nos espera”, afirma Valquíria recordando da célebre frase do escritor americano Joseph Campbell.

Cada evento, tanto Igor como Valquíria, o objectivo é único, testar os limites e aliado a inovação proporcionar espaço único onde o público se encontre e possa aprender sobre conexão e saber que não está só.

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