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Queniano usa baterias de laptops para criar motos elétricas

Queniano

Paulo Waweru, professor queniano de física, está a aproveitar baterias de laptops/computadores e garantir carga em motos.

Primeiro, a actividade é de recolha de quadros de motos antigas, onde retira os motores e substitui-os por uma bateria para o seu impulsionamento.

Em segundo, busca nos mercados de Nairobi por baterias velhas de computadores portáteis (laptops) que costumam lhe custar cinquenta centavos em dólares cada, que posteriormente são montados em motos. 

Depois da recolha, leva-os para a sua oficina onde faz a triagem, dividindo as que funcionam das que não funcionam. Em seguida, Waweru monta-as numa bateria que pode ser utilizada para alimentar motos eléctricas. 

A inovação resultou após dificuldades com uma moto eléctrica que adquiriu fora do país, uma vez que “ninguém vendia motos eléctricas no Quénia, por isso tive de importar uma”, explica.

“Vinha com umas baterias conhecidas como chumbo-ácido. Passados alguns meses, as baterias deixaram de funcionar devido à tecnologia. Já não podia ir para o meu local de trabalho porque a moto já não funcionava”

Conta

Dessa forma, criou a sua empresa chamada Ecomobilus para fornecer as motos alimentadas por baterias de laptop.

Funcionam com uma corrente contínua de 60 Volts e podem ficar totalmente carregados em apenas 45 minutos se estiverem num carregador rápido.

Uma bateria totalmente carregada pode percorrer uma distância de até 100 quilómetros. Para o professor, a  sua inovação compara-se muito bem com as motas tradicionais.

“As motas Ecomobilus são mais vantajosas do que as outras motas a gasolina. Em primeiro lugar, por causa do custo de manutenção. As Ecomobilus não precisam de manutenção, porque não há peças mecânicas que precisem de ser reparadas de vez em quando”, diz.

Outra vantagem, é o carregamento, que em comparação com o abastecimento de combustível, para Paulo Waweru é muito, muito mais acessível e para uma carga completa “estamos a gastar menos de 3 dólares e para o mesmo valor para os boda bodas (referindo-se aos táxis de mota), gastam mais de 7 dólares por dia para fazer funcionar a mesma mota”, explica.

Dinamização das entregas ao domicílio 

A inovação está sendo utilizada em toda a cidade por motoristas de entregas. Para alguns resultou em menos gastos com a troca das bicicletas a gasolina (gás) pelas versões de Paul Waweu.

Além de ajudarem o ambiente, as baterias são fáceis de adquirir no Quénia, pelo que são uma opção a longo prazo para os residentes que precisam de se deslocar.

Fonte African News

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