fbpx

Worldcoin: a nova aposta do criador do ChatGPT

Worldcoin

Worldcoin é o nome de uma das inovações de Sam Altman, criador do ChatGPT, e utiliza um método revolucionário que consiste em fornecer moedas digitais aos utilizadores em troca de um simples rastreio dos seus olhos, em vez de extrair moedas ou completar difíceis algoritmos.

Para serem verificados na plataforma Worldcoin, os utilizadores devem visitar um dos 1500 “Orbs” de digitalização localizados em várias cidades do mundo. Estes globos/esferas prateados do tamanho de uma bola de futebol, operados por funcionários da Worldcoin, captam as íris dos utilizadores utilizando uma câmara de grande ângulo e teleobjectiva, criando um “World ID” ou passaporte digital único. 

Desde o lançamento, milhares de pessoas em todo o mundo estão à espera na fila para olhar para as enigmáticas esferas prateadas que são a solução para esta ideia futura.

O projecto é descrito como controverso por oferecer aos utilizadores uma parte gratuita de criptomoeda em troca dos seus dados biométricos. A Worldcoin afirma que este dados permanece anônimo e dá acesso às carteiras de criptomoedas dos utilizadores através dos seus telemóveis.

Sam Altman, CEO da OpenAI, declarou que a carteira e o aplicativo de criptomoeda agora estão disponíveis em países onde não são proibidos por razões regulatórias ou legais, quase quatro anos após a fundação da Worldcoin.

O objectivo é ter um registo biométrico de toda a população e de uma forma segura divulgar  e “diferenciar os seres humanos das inteligências artificiais na Internet”.

Antes da estreia oficial do projecto, mais de 1,5 milhões de pessoas já haviam se inscrito, tendo cada uma delas recebido uma parte dos tokens Worldcoin em troca da utilização de uma esfera prateada criada pela empresa para digitalizar a sua íris.

A informação biométrica é utilizada para confirmar a “personalidade única” de cada pessoa e garantir que ninguém se regista mais do que uma vez.

Na medida em que implementa a tecnologia blockchain para facilitar as transacções digitais, a Worldcoin (WLD) é uma criptomoeda semelhante a outras criptomoedas como a bitcoin. No seu site, é descrita como uma ferramenta para ” transferências, pagamento a artistas, aquisição e venda de bens e serviços”.

Os métodos de registo dos utilizadores são a principal diferença, e os activistas da privacidade alertaram para o facto de isto poder resultar num mercado negro de digitalizações da íris dos indivíduos.

Segundo a Worldcoin, o seu globo serve apenas para verificar que uma pessoa é única e nunca se juntou antes. Foi assim que a empresa defendeu a sua tecnologia.

De acordo com o site da empresa, tudo o que importa é que o utilizador é diferente de todos os outros.

Em uma publicação no blog, o cofundador da Worldcoin Alex Blania acredita que a criptomoeda “pode aumentar drasticamente as oportunidades econômicas, escalar uma solução confiável para distinguir humanos de inteligência artificial online, preservando a privacidade, permitindo processos democráticos e, eventualmente, mostrar um caminho potencial para a renda básica universal financiada por IA”.

Pontos Marcantes

Após o seu lançamento, da sua presença em África, concretamente na Quênia, o governo do Quénia emitiu um aviso à sua população, aconselhando-a a ter cuidado ao divulgar informações pessoais a empresas comerciais.

Numa declaração emitida pelas autoridades locais, foram levantadas preocupações sobre o armazenamento de dados biométricos, a oferta de pagamento em troca de informações e a concentração excessiva de dados nas mãos de uma organização comercial.

O Ministério do Interior do Quénia abriu um inquérito sobre a Worldcoin e solicitou que as organizações de segurança e de proteção de dados avaliassem a legalidade e a validade do projeto.

Posteriormente, o serviço deixou de operar em Brasil assumindo que estava a actuar apenas de forma temporária no país, possivelmente retorne mais firme. 

Em comunicado, a Worldcoin Foundation informou que estava “satisfeita” com o serviço de verificação “piloto” que tinha em vigor no Brasil, mas que “esses serviços nunca tiveram a intenção de ser permanentes neste momento”. A organização ressaltou, no entanto, que planeja “estabelecer serviços contínuos no Brasil no futuro”, indicando um desejo de regressar àquele país.

Fonte The Guardian

Revista Kabum Digital Banner
Artigos relacionados

Subscreva-se à nossa newsletter. Fique por dentro da tecnologia!

Total
0
Share