A 1 de Abril de 1976, Steve Jobs e Steve Wozniak fundaram a Apple Computer. Cinquenta anos depois, o iPhone é o objecto mais distribuído da história humana.
Eram dois jovens californianos que queriam vender uma placa de circuito. Tinham menos de 25 anos. Em 50 anos, a empresa que fundaram passou de garagem em Los Altos a primeira do mundo a valer mais de 3 biliões de dólares. A Apple vende, hoje, mais de 230 milhões de iPhones por ano. O número absoluto é tão grande que perde sentido, equivale a 7 iPhones vendidos por segundo, todo ano.
A história da Apple é, simultaneamente, a história da informática pessoal, da era móvel e da economia de plataformas. Cada uma das três foi inventada, ou re-inventada, por uma escolha de design feita em Cupertino.
50 anos da Apple: os Três Momentos que Mudaram Tudo
O Apple II (1977) democratizou o computador pessoal. Antes dele, computadores eram máquinas de empresas, com terminal de texto e instalação em sala dedicada. Depois dele, eram objectos domésticos. A Apple não inventou o computador pessoal, mas foi a primeira a fazer com que ele coubesse na mesa de casa.
O Macintosh (1984) introduziu o rato e a interface gráfica. O anúncio Super Bowl daquele ano, “1984 won’t be like 1984”, foi a declaração de guerra contra a IBM. Foi também o início da divisão cultural que ainda hoje define a indústria: utilizadores de Mac versus utilizadores de PC. Filhos da mesma família, escolheram divórcios públicos.
O iPhone (2007) reinventou o telemóvel e, com ele, toda a relação humana com a computação. Pela primeira vez, a internet estava no bolso de qualquer pessoa, sempre. As consequências, sociais, políticas, comerciais, ainda estão em curso. Quando os historiadores de 2070 escreverem o livro da nossa década, o iPhone estará nas primeiras páginas.
Cinquenta Anos, em Números
Em 1976: 2 fundadores, 1 produto, receita anual de 174.000 dólares. Em 2026: 161.000 funcionários, mais de 30 produtos activos, receita anual de 405 mil milhões de dólares. iPhones vendidos desde 2007: mais de 2.4 mil milhões. Mais do que existem cristãos no mundo. Mais do que existem casas com electricidade em África. Apps na App Store: 1.85 milhões. Mais aplicações do que estrelas visíveis no céu nocturno num planalto sem poluição luminosa. Margem operacional: 30,1%. Para uma empresa do tamanho da Apple, é absurdo.
O que Vem nos Próximos Cinquenta
Com Ternus como CEO, a aposta declarada é em hardware, IA local e vestíveis. O Vision Pro foi um falhanço comercial mas pode ter sido sucesso estratégico, colocou no mercado a primeira geração de óculos de realidade mista de alta qualidade, e abriu caminho para gerações mais leves e mais baratas. Em 2030, é provável que cada utilizador de iPhone tenha também óculos Apple.
A próxima década depende menos de hardware e mais de inteligência integrada no hardware. John Ternus parece saber o caminho. A Apple chega aos 50 com a mesma pergunta com que chegou aos 10: o que aparece a seguir?
Mais sobre 50 anos da Apple na cobertura internacional da Kabum Digital. Fonte oficial: site oficial da Apple.



