O perigo da Inteligência Artificial não é que nos destrua. É que nos deixe loucos

Inteligência Artificial

De acordo com o cientista da Microsoft Jaron Lanier, a inteligência artificial pode acabar com a nossa compreensão das relações humanas e, em última instância, deixar-nos loucos. 

Considerado um dos pais da realidade virtual, Lanier expressou sua opinião, afirmando que a ideia de a Inteligência Artificial superar a humanidade é “ridícula” e “irreal”.

Em um cenário onde cada vez mais vozes alertam sobre os riscos da IA, a visão de Lanier vem como mais ponto ao pessimismo geral. 

Sua opinião é que a IA está longe de ser capaz de substituir a complexidade da mente humana e que o medo de uma dominação robótica é mais uma ficção de Hollywood do que uma possibilidade realista.

Lanier rejeita até mesmo o termo inteligência artificial, discordando da ideia de que ela é realmente inteligente e que estamos em competição com ela.

“Essa ideia de superar a capacidade humana é tola porque ela é feita de habilidades humanas.” 

Jaron Lanier

Comparar-nos com a IA é o equivalente a comparar-nos com um carro para o cientista “é como dizer que um carro pode ir mais rápido do que um corredor humano. Claro que pode, e ainda assim não dizemos que o carro se tornou um corredor melhor.”

Leia também:

O perigo não é que uma nova entidade alienígena fale através da nossa tecnologia, tome conta e nos destrua. 

Para Lanier, o perigo é que se use essa tecnologia para a insanidade, e falta de compreensão do outro.

A locura pode surgir de muitas formas – desde líderes mundiais ou terroristas a brincar com a segurança global da inteligência artificial até enlouquecermos com desinformação.

Dessa forma, quanto mais sofisticada se torna a tecnologia, mais danos podemos causar com ela e mais responsabilidade temos para com a sanidade. 

Contudo, acredita que chatbots como o ChatGPT da OpenAI e o Bard do Google poderiam trazer esperança para o mundo digital.

Lanier sempre ficou desanimado pelo fato de que a internet aparenta oferecer opções infinitas, mas, na verdade, diminui a escolha. Até agora, o principal uso dos algoritmos de IA tem sido escolher quais vídeos gostaríamos de ver no YouTube ou cujas postagens veremos nas plataformas de mídia social. Lanier acredita que isso nos tornou preguiçosos e sem curiosidade. 

Contudo, há muitas coisas sobre a internet e IA das quais ainda se orgulha “conheço muitas pessoas cujas vidas foram salvas pelo avanço dessas coisas”, e destaca que há também um enorme potencial para a IA ajudar a combater as mudanças climáticas e salvar o planeta.

FonteThe Guardian

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