Dois jovens quenianos, David Gathua e Moses Kinyua, criaram um braço robótico movido a sinais cerebrais, aliado à Inteligência Artificial, para ajudar a melhorar a vida das pessoas com deficiência física.
O braço bio-robótico, que, por sinal, é um dos primeiros no mundo, é operado através de sinais gerados no cérebro e captados por receptores que os convertem em corrente eléctrica.
O dispositivo também utiliza Inteligência Artificial e uma interface cérebro-computador para conectar o utilizador directamente ao mecanismo, com a conversão de sinais cerebrais por um receptor de biopotencial, “NeuroNode”, originalmente inventado para ajudar pessoas que sofrem de paralisia e perda da fala.
“Quase um milhão de pessoas vivem sem um membro superior ou inferior, então pensámos em como poderíamos ajudá-las a deslocarem-se nas suas actividades diárias”, explica Kinyua.
A ideia de desenvolver uma prótese electrónica surgiu durante a pandemia (2020), como parte da sua contribuição para ajudar o Quénia a combater o Coronavírus. Ou seja, foi inicialmente criada para auxiliar nos esforços de desinfecção da COVID-19.
“Decidimos criar uma máquina que nos pudesse ajudar a descontaminar superfícies. Também pode ser utilizada em escolas, restaurantes e hospitais”,
afirma Kinyua, segundo a Shoppe Black.
O braço foi desenvolvido através de peças de computador descartadas e madeira reciclada, sendo que reciclaram tudo.
Entre o material reciclado estão borracha, cabos, placas-mãe de computadores, luzes LED, dispositivos USB, interruptores, unidades ópticas, dissipadores de calor, ventoinhas e fontes de alimentação, componentes que, segundo eles, poderiam ser bastante caros para adquirir numa loja.
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Na parte técnica, para a sua criação, os jovens utilizaram conhecimentos aprendidos em livros e num grupo de ciências do ensino secundário, e a inovação tem o seu design inspirado em filmes como Robocop. O protótipo age de acordo com o pensamento do utilizador num dado momento.
“Se pensares em levantar o braço ou acenar, a tecnologia fá-lo-á de acordo com o teu desejo. Apenas pensando numa acção, um utilizador pode operar um veículo, ligar e desligar as luzes, bem como operar um computador”, explicam.
Antes da criação desta solução, a dupla viu-se forçada a abandonar a universidade por falta de recursos para o pagamento das propinas.
A invenção de Gathua e Kinyua é única e diferente da maioria das próteses, que são accionadas pelos músculos de uma pessoa.
De acordo com um relatório da Agência Anadolu, os inventores quenianos resolveram dois problemas com as suas inovações: primeiro, com a utilização de material reciclável, tornam o ambiente mais limpo e seguro, além de ajudarem uma comunidade de pessoas com deficiência.
Fonte Aventuras na história





