A Empresa Municipal de Transporte Rodoviário de Maputo projecta a introdução do serviço de pagamento de transporte público de passageiros na capital moçambicana através do POS.
A informação foi apresentada em Maputo, durante a Conferência sobre a Transformação Digital no Sistema Bancário, Serviços Financeiros e Seguros (BFSI), pelo Miquéias Adriano, e acontece após o fracasso no último sistema de bilhética electrónica e cartões designada “Famba” (Vai na tradução para o Português).
Segundo fez saber Miquias Adriano, para o avanço, na primeira fase, a empresa adquiriu 65 máquinas de POS e está no processo de estabelecer parcerias com as operadoras de telefonia móvel nacionais (Vodacom, Movitel, Tmcel) para que torne-se possível a criação de um sistema integrado de pagamento através de cartão ou serviços móveis.
As operadoras já foram contactadas e, segundo o Jornal Domingo, responderam positivamente com o manifesto de alto interesse de digitalizar o sistema de transporte nacional como forma de permitir que os passageiros possam efectuar os pagamentos das viagens através da carteira móvel, nomeadamente M-Pesa, e-Mola e mKesh.
Para além das operadoras das carteiras móveis, a implementação está também dependente da opinião dos operadores de transportes, uma vez que os dispositivos já existem no país e aguarda-se a manifestação para seguir com a ideia.
Em Julho de 2022, o governo assumiu que ia reanimar o projecto Famba que foi introduzido a 01 de Fevereiro de 2021 sob a gestão da empresa tanzaniana Maxcom, com a avaliação de 1.4 bilião de Meticais.
No seu lançamento, abrangeu mais de doze mil passageiros das cidades de Maputo e Matola. Em termos do funcionamento, o uso do sistema de bilhética eletrónica “Famba”, não chegou a tornar-se efectivamente pleno, sendo que foi marcado várias vezes por problemas constantes de sistema em todas as unidades em que estava instalado, e nalguns nalguns autocarros, os equipamentos foram vandalizados.
No insucesso, o governo anunciou que ia alocar o projecto também aos transportes semi-colectivos, vulgo chapas, para uniformização de pagamentos do transporte na cidade de Maputo.
A digitalização do transporte em Moçambique continua sendo um calcanhar de aquiles (projecto em constante fracasso). Anteriormente ao Famba, em 2019, foi apresentado o aplicativo “Txapita” que permite aos passageiros terem a localização do seu autocarro e a previsão da sua chegada à paragem.
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A iniciativa pretendia flexibilizar o sistema de transporte e evitar o encurtamento de rotas na região do Grande Maputo, porém, não foi um sucesso. A solução foi descontinuada, sendo que inicialmente o aplicativo parou de fornecer informações exactas da localização dos transportes.
O sistema estava integrado em mais de 300 autocarros, através da instalação de mais de 400 GPS nos autocarros conectados ao aplicativo que podia ser descarregado nas lojas de aplicativo da Apple e Google.
No mesmo ano de início das actividades, Txapita venceu o Seedstars Maputo 2019, uma competição de startups para mercados emergentes.
Actualmente, na lista dos casos de sucesso até então, é a utilização da rede social Whatsapp por parte dos residentes do bairro em expansão, na Matola, Nkobe para a localização dos transportes através da criação de um grupo na rede social.
Fonte Jornal Domingo




