A Bubble Cloud Mozambique apresentou, a 13 de Outubro de 2026, em Maputo, dois novos serviços de cibersegurança: o Bubble Penetration Testing, que identifica as vulnerabilidades dos servidores antes de serem exploradas, e o Bubble Server Security, que mantém e melhora essa protecção ao longo do tempo. Os dois serviços formam a Bubble Cyber Security, a nova área de negócio da empresa, desenvolvida em parceria com a portuguesa Eurotux.
A sala Mphama 1 do Southern Sun Conference Centre recebeu, na manhã de 13 de Outubro, clientes, parceiros e representantes de instituições públicas e de empresas privadas. A sessão foi aberta pelo Eng.º Adilson Gomes, Presidente do Conselho de Administração da ATDI – Agência de Transformação Digital e Inovação, e o programa incluiu também uma intervenção do INTIC – Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação. A presença das duas entidades deu ao lançamento um peso que vai além da apresentação comercial: a protecção dos sistemas digitais passou a ser discutida como uma questão de interesse nacional.
A peça que ninguém vê até falhar
Por detrás de cada transferência bancária, de cada pedido feito num portal do Estado ou de cada factura emitida por uma empresa existe um servidor a processar a operação. Quando esse servidor tem uma porta mal fechada, um programa desactualizado ou uma configuração esquecida, a falha raramente fica confinada a um departamento técnico. Um único incidente pode interromper serviços bancários, expor dados de milhares de cidadãos ou parar um serviço público essencial.
Foi este risco, observado de perto, que levou a Bubble a avançar. Segundo a empresa, o trabalho desenvolvido junto de dezenas de organizações moçambicanas revelou uma necessidade que se repetia de cliente para cliente: avaliar a segurança dos servidores, detectar vulnerabilidades e reforçar a protecção de forma contínua, em vez de o fazer apenas depois de um problema. Yumna Bhikha, Administradora da Bubble Cloud Mozambique, descreve a nova área como «um passo natural na evolução da Bubble», nascido directamente da relação com os clientes de Cloud.
Duas leis novas mudam a pressão sobre as organizações
O calendário do lançamento ajuda a explicar a sua relevância. A Bubble Cyber Security chegou ao mercado cerca de duas semanas depois da entrada em vigor da Lei de Segurança Cibernética (Lei n.º 13/2026) e da Lei dos Crimes Cibernéticos (Lei n.º 14/2026), que reforçam o enquadramento jurídico moçambicano para a protecção dos sistemas de informação e para o combate às ameaças digitais.
Com este quadro, a segurança dos servidores deixa de depender apenas da boa vontade de cada equipa de informática e passa a fazer parte das responsabilidades que as administrações têm de acompanhar. Ao mesmo tempo, os ataques tornam-se mais frequentes e sofisticados, como lembrou a própria Bubble na comunicação do evento. As perguntas lançadas aos participantes reflectem essa urgência prática: porque é que os servidores ocupam hoje o centro da cibersegurança, o que pode ser feito antes de um incidente, que medidas preventivas são possíveis sem grandes investimentos e como reagir quando, apesar de tudo, o ataque acontece.
A nova área assenta em dois serviços complementares, pensados para responder a perguntas diferentes que qualquer organização acaba por fazer sobre os seus sistemas.
O Bubble Penetration Testing responde à pergunta «onde estamos expostos hoje?». Os especialistas simulam, de forma controlada, as técnicas de um atacante para avaliar a postura de segurança dos servidores e encontrar vulnerabilidades antes que alguém as explore. O resultado dá à organização um retrato concreto das suas fragilidades e das prioridades de correcção.
O Bubble Server Security trata do que vem depois. Como as ameaças mudam e os sistemas são constantemente actualizados, uma avaliação pontual perde validade com o tempo. Por isso, este serviço combina avaliação, correcção das falhas encontradas e monitorização contínua, de modo a manter e melhorar a protecção dos servidores ao longo dos meses.
Há um pormenor relevante para o mercado: os dois serviços estão disponíveis para qualquer organização em Moçambique, mesmo que não utilize a infra-estrutura Cloud da Bubble.
Conhecimento local com experiência internacional
Para dar escala técnica à nova oferta, a Bubble associou-se à Eurotux Informática, empresa portuguesa de tecnologias de informação com 25 anos de actividade. A Eurotux tem experiência internacional em resposta a incidentes, avaliação de vulnerabilidades, testes de intrusão e monitorização de segurança 24 horas por dia, competências que passam agora a estar acessíveis às organizações moçambicanas.
A divisão de papéis é clara: a Bubble conhece o mercado, os clientes e a realidade operacional local, enquanto a Eurotux traz métodos e equipas habituadas a lidar com ataques reais. No lançamento, a empresa portuguesa partilhou precisamente um desses casos, um ciberataque em que apoiou directamente um cliente durante a resposta ao incidente, mostrando aos participantes os desafios concretos que uma organização enfrenta nas horas críticas que se seguem a uma intrusão.
Da Cloud à cibersegurança
A Bubble Cloud Mozambique integra o Grupo Triana, presente no sector tecnológico moçambicano desde 2000. Na área de Cloud, oferece infra-estrutura como serviço (IaaS), cópias de segurança como serviço (BaaS) e recuperação de desastres, a partir de uma infra-estrutura instalada em Moçambique e distribuída por duas Zonas de Disponibilidade, em Maputo e na Matola. A empresa está licenciada pelo INTIC como Provedor de Serviços de Computação em Nuvem, na Categoria Avançada.
Com a Bubble Cyber Security, a empresa passa a cobrir as duas pontas do mesmo problema: onde os dados das organizações ficam alojados e como os servidores que os processam são protegidos. Num país que digitaliza serviços bancários, públicos e empresariais a um ritmo crescente, e que acaba de reforçar a lei nesta matéria, a capacidade de prevenir um incidente tende a pesar tanto como a capacidade de o resolver.

