O que são Deepfakes?

Deepfake

O rapper Kendrick Lamar lançou o clipe da música “The Heart Part 5”, que faz parte da promoção do próximo álbum com estreia prevista para este mês. No vídeo, o cantor tem o auxílio da tecnologia de deepfake para se transformar em figuras como Will Smith, Kanye West, Kobe Bryant em abordagem dos assuntos referentes à comunidade negra nos Estados Unidos. Mas afinal o que são deepfakes, tecnologia aqui utilizada?

A evolução da inteligência artificial tem levado ao surgimento de novos contextos e desafios dos quais devemos tomar o devido cuidado, caso dos Deepfakes que se assemelham a uma evolução da apresentação das Fake news ou notícias falsas.

Deepfakes são criadas quando a Inteligência Artificial (IA) é programada para substituir a semelhança de uma pessoa com outra em vídeo gravado, ou seja, é uma técnica de síntese de imagens ou sons humanos baseada em técnicas de inteligência artificial, usada para combinar qualquer fala a um vídeo já existente (exemplo: combinar um vídeo qualquer do presidente Filipe Jacinto Nyusi com a fala “Não tem sido fácil governar Moçambique”). É esta, uma das técnicas mais utilizadas para criação de vídeos falsos.

O termo “deep fake” vem da tecnologia subjacente “aprendizado profundo”, onde algoritmos de aprendizado profundo conseguem resolver problemas ao receber grandes conjuntos de dados, sendo utilizados para trocar rostos em conteúdo de vídeo e digital para fazer de um conteúdo falso algo perto da realidade. 

Kendrick Lamar

Existem vários métodos para criar deepfakes, dentre os mais comuns no uso de redes neurais profundas envolvendo autocencodificadores que empregam uma técnica de troca de rosto. O processo inicia com acesso ao vídeo do alvo para usar como base no deepfake e depois uma coleção de videoclipes da pessoa que deseja inserir no alvo.

Os deepfakes podem ser feitos por todos, desde investigadores académicos e industriais a entusiastas amadores, estúdios de efeitos visuais e produtores. A nível internacional, assume-se a possibilidade desta tecnologia estar sendo utilizada pelos governantes como parte das suas estratégias em linha para desacreditar e perturbar grupos extremistas, ou estabelecer contacto com público-alvo.

Políticos como Obama, Trump e Putin já foram vítimas, e dentre  artistas  a lista inclui celebridades como Ariana Grande, Emma Watson, Angelina Jolie e em que vídeos na internet onde os seus rostos são facilmente encontrados.

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