Chama-se VOds2Africa, é uma solução lançada recentemente pela Angola Cables, destinada a hospedar, gerir e transmitir vídeos em tempo real pela internet, com objectivo de contribuir significativamente para a área da produção de conteúdo.
A nova solução chega no mercado angolano como forma de impulsionar a indústria do audiovisual. Está voltada para os criadores e produtores de vídeo, sejam eles Vloggers, Startups, Produtoras, Estações de TV ou empresas que têm o audiovisual como meio de comunicação.
A hospedagem e transmissão de forma online, será feita através do recurso de rede IP da Angola Cables, directamente conectado ao Angonix e aos principais IXP’s do mundo.
IXP ou Internet Exchange Point (IXP) é um local físico onde as empresas de infraestrutura de internet se conectam. Estes (os IXPs) funcionam como pontos de encontro para as redes, onde elas podem se interligar e compartilhar o tráfego de dados.
A plataforma garante transmissões sem anúncios e com conversão em várias resoluções, sendo a hospedagem do conteúdo feita localmente (território angolano).
Para o coordenador de Inovação da Angola Cables, Júlio Chilela, que é citado pelo site Targeting, o VOds2Africa é um repositório de vídeo e uma plataforma de fazer transmissão em directo, com baixa latência e uma CDN localizada em Angola.
“Todo o vídeo armazenado que estiver a ser acedido pelos clientes estarão localizados no país, e toda transmissão em directo que estiver a ser feita, ao invés de estar a ser feita numa plataforma desconhecida ou que está localizada em outra parte do mundo, estará localizada em Angola”, fez saber.
Ângelo Gama, CEO da Angola Cables, referiu que a solução surge pela verificação da necessidade de se ter mais conteúdo angolano, produzido e armazenado localmente.
“Sendo nós os detentores dos cabos submarinos de internet de Angola, não podíamos ficar parados a olhar o consumo que é feito de conteúdo internacional”.
A empresa pretende mudar o paradigma e dar início a produção de conteúdos localmente e, para tal, é importante a existência de plataformas para armazenar e difundir os mesmos.
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Em termos de custo da sua utilização, os utilizadores podem fazer o pagamento em moeda nacional para pacotes que vão de 8 a 22 mil Kwanzas por mês (608 a 1672 Meticais), sendo que a plataforma também oferece um pacote grátis de 1GB de armazenamento.
Em termos de capacidade de armazenamento, não há limite, o mesmo acontece com a largura de banda que também é ilimitada. E no que foi o primeiro mês, o de lançamento, não houve cobrança por nada que fosse feito na plataforma.
A ser trabalhada há mais de um ano, a plataforma que concorre com os principais do mundo, teve um investimento em capital humano, pois é uma plataforma angolana, desenhada e feita por angolanos para servir Angola. Quanto ao tipo de conteúdo, o líder da área de Inovação da Angola Cables, Júlio Chilela, afirma que “a plataforma tem os termos e condições que regula os tipos de conteúdo que podem ser armazenados na mesma”.
O evento de lançamento foi igualmente testemunhado pelo director nacional de informação do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, João Demba, pela administradora executiva do INACOM, Ana de Matos, e pelo CEO da Angola Cables, Ângelo Gama.
Fonte Portal de TI Targeting




