Edilson Ngulele, é o nome de um dos desenvolvedores moçambicanos emergentes, conta com mais 5 anos de experiência com foco para desenvolvimento de aplicativos móveis em Android.
Entra para o mundo da tecnologia por pura curiosidade, e desde cedo que se interessa pelas TICS e sempre correu atrás de respostas criadas pela sua curiosidade em querer saber como foram feitas as coisas.
Começou a identificar-se como Geek quando completou o ensino secundário em Palo Alto (na Palo Alto High School na Califórnia), e o facto de ter residido em Silicon Valley onde esteve exposto a um cenário das várias tecnologias clássicas contemporâneas.
Em 2012, entrou para o mundo da programação e aprendeu a primeira linguagem de programação, Java. Durante a sua trajectória rumo à concretização do seu sonho, ingressou para o ensino superior, passando pelo ISUTC (Instituto Superior de Transportes e Telecomunicações) e seguiu o curso de Engenharia Informática e de Telecomunicações.
Ao mesmo tempo, participava de encontros onde o foco era falar sobre tecnologia (ex: Mobile Mondays). Em 2016 juntou-se a MozDevz como embaixador da Comunidade no ISUTC e criou a 1ª comunidade de desenvolvedores no Instituto Superior de Transportes e Telecomunicações. De lá para cá, desempenhou vários outros papéis para a comunidade MozDevz e esteve à frente de outras comunidades.
Edilson Ngulele, tem como princípios,mostrar que a Tecnologia quando bem usada, pode facilitar a vida das pessoas.
“Através dos meetups e artigos, eu procuro inspirar mais jovens e adolescentes a abraçarem esta área Tecnológica e mostrar a importância de fazer parte de uma comunidade de Tecnologia.”
Em seu percurso, não faltaram obstáculos, mas que pelo que se pode perceber nenhum foi capaz de o fazer parar uma vez que hoje escrevemos sobre a sua carreira de sucesso.
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Segundo conta, as dificuldades que mais o marcaram, encontramos em primeiro, a cambalhota que deu para encontrar um ramo a seguir uma vez que a Tecnologia é área vasta, “tive muita dificuldade para saber definir que caminho seguir entre cyber security, web development, mobile, e outros” como solução, resolveu deixar a sua curiosidade em saber tudo mandou e abocangou tudo que encontrou pela frente.
Em segundo, teve dificuldades em encontrar conteúdo para estudar, uma vez que quase todos manuais que encontrava estavam em inglês, embora a língua nunca tenha sido uma barreira, porém acredita que se estivessem em português o rumo teria sido outro.
Actualmente, faz parte da Flash Group, sente-se desafiado, porém animado com a experiência, desde o dia que descobriu que tinha uma vaga para um Software Developer (mobile) tendo submetido a sua candidatura e chamado a entrevista, onde foi seleccionado com sucesso.
A sua presença na Flash, torna-o no primeiro moçambicano contratado pela empresa, algo que agita positivamente o ecossistema das tecnologias em Moçambique, assim como da própria empresa que o revelou sentir-se confortável para contratar pessoas de outros países e trabalhar remotamente.
“Acho que com a experiência que estou a colher, eu consiga ajudar e inspirar mais jovens Moçambicanos fazendo mais palestras técnicas e respondendo questões em fórum.”
Um olhar para ecossistema local
Edilson, acredita que o ecossistema moçambicano evoluiu muito nos últimos 5-10 anos, e alegra-se vendo jovens a abraçarem as tecnologias e a criarem soluções para os diversos problemas que nos afectam.
Com membro activo das comunidades de desenvolvedores, conseguiu organizar um número incontável de meetups, hackathons e trainings, cursos de curta ou longa duração grátis, onde o foco principal sempre foi reunir jovens por algumas horas para explorar ferramentas tecnológicas e criar soluções viáveis para os diversos problemas que afectam Moçambique.
Falando do seu contributo na Lepsta Developer e o impacto que teve na sua carreira, revela que foi uma experiência também muito boa, como representante de Lepsta em Moçambique esteve exposto a um círculo de profissionais espalhados em diversos países em África.
“A nossa comunidade (Lepsta Developers Maputo) muitas vezes foi elogiada por ser a mais ativa dentre as outras em outros países pois nós conseguimos organizar vários meetups e de forma consistente”.
Fora os pontos já citados, o auge da sua carreira, segundo conta, foi quando o aplicativo Bazara da Vodacom foi lançado, pois foi a primeira vez que esteve envolvido num projecto daquela escala desde a concepção até o lançamento.
“Foi um momento de muito aprendizado pois na altura eu era o único desenvolvedor Android na equipe, algumas ferramentas que eu devia usar eram totalmente novas para mim então eu passei um tempo ainda a aprender como usá-las para depois implementar” contou-nos o desenvolvedor.
Engana-se quem pensa que depois de tantas realizações, a ideia de Edilson Ngulele, é assistir seus feitos, pois este espera continuar a ganhar habilidades como desenvolvedor de software, com mais maturidade profissional, e se calhar com um algum negócio relacionado a tecnologia.
Inspirações e as chaves do sucesso
Como nenhum homem é uma ilha, Edilson tem se inspirado na trajectória de Rosário Fernandes, Dario Mungoi, Guidione Machava, Abneusa Stefania e Paulo Phagula, por acreditar que estes são os melhores naquilo que fazem.
Como forma de abrir o “pin” como se diz na gíria, Edilson Ngulele, revelou o segredo para encontrar óptimas vagas e que não exijam habilidades que não estão ao seu alcance.
Segundo conta, durante vários anos cometeu o erro de procurar no LinkedIn empresas de tecnologias fora, ver as vagas que tinha abertas para Android Developer, Software Engineer, fazer uma lista dos requisitos técnicos que a vagas precisavam, dedicar um tempo a estudar alguns desses requisitos e depois de algum tempo submeter a candidatura.
Porém depois de algum tempo, apesar dessas estratégias terem funcionado, o prático era focar nas áreas ou tópicos que tem mais domínio e procurar vagas relacionadas.
“No meu caso, por exemplo, vi que a Flash faz softwares para venda e pagamento de serviços, e como eu já tinha experiência em desenvolver um aplicativo e-commerce, senti-me confortável e confiante o suficiente para me candidatar a vaga que eles tinham aberto. E por sinal, foi exatamente isso que lhes chamou atenção, o facto de eu já ter desenvolvido um aplicativo e-commerce” revelou.

