Índia encontra oxigênio na Lua

Índia

O robô lunar indiano confirmou a presença de oxigênio na lua durante a sua missão na busca por sinais de água congelada no polo sul da Lua quase após o seu pouso histórico em Agosto. 

Para além do oxigênio, segundo a informação da agência espacial do país, o robô detectou outros através do instrumento de espectroscopia induzida por laser do rover (veículo de exploração espacial) também detectou alumínio, ferro, cálcio, crómio, titânio, manganês, oxigênio e silício na superfície lunar.

Segundo a  Organização de Investigação Espacial Indiana, ou ISRO, o rover lunar, com a designação Chandrayan-3 deverá efectuar experiências durante 14 dias.

O rover lunar é veículo explorador da Lua que permite realizar observações da geologia lunar, colectar amostras de rochas e de solos, para fazer o uso de instrumentos científicos, em vários pontos da Lua, além de poderem se deslocar a pontos mais distantes de seu local de pouso.

No que é a principal missão, está a procura por sinais de água congelada, como anteriormente mencionado, para que possa ajudar nas futuras missões de astronautas, como uma potencial fonte de água potável ou para fazer combustível para foguetes.

Segundo o presidente da ISRO, Sreedhara Somanath (S. Somnath) o rover também estudará a atmosfera da lua e a actividade sísmica. A nave move-se a uma velocidade de um centímetro por segundo para minimizar os choques e danos no veículo provocados pelo terreno acidentado da Lua.

A descoberta do oxigênio e outras substâncias na Lua, resulta que a Índia juntou-se neste ano, no dia 23 de Agosto, aos Estados Unidos, à União Soviética e à China como o quarto país a atingir o marco histórico. Depois de ter tentado o mesmo feito de aterrar na Lua em 2019.

No caso da água encontrada também poderá ser utilizada para cultivar alimentos, produzir oxigénio ou uma série de outros processos industriais.

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A missão bem-sucedida, posiciona a Índia como uma potência tecnológica e espacial e se encaixa na imagem que o primeiro-ministro Narendra Modi está tentando projetar: um país ascendente afirmando seu lugar entre a elite global.

A chegada da Lua aconteceu poucos dias depois de a nave russa Luna-25, que tinha como objetivo a mesma região lunar, ter entrado numa órbita descontrolada e se ter despenhado. Esta teria sido a primeira aterragem lunar russa bem sucedida após um intervalo de 47 anos.

O fracasso foi atribuído à falta de conhecimentos especializados devido à longa interrupção da investigação lunar que se seguiu à última missão soviética à Lua em 1976, numa análise do diretor da empresa espacial russa Roscosmos, controlada pelo Estado.

Activa desde a década de 1960, a Índia tem lançado satélites para si própria e para outros países, tendo colocado com sucesso um em órbita de Marte em 2014. Em colaboração com os Estados Unidos da América, a Índia está a planear a sua primeira missão à Estação Espacial Internacional no próximo ano, em colaboração com os Estados Unidos.

Com a chegada à lua, e esta descoberta, a agência espacial indiana tem também na lista o lançamento de um satélite para analisar o Sol. Trata-se do Aditya-L1, o primeiro observatório espacial da Índia para a realização deste estudo. 

O nome Aditya, significa “Sol” na língua hindi, será enviado para uma órbita de halo e colocado numa área do espaço a 1,5 milhões de quilómetros da Terra, o que lhe permitirá ter uma visão completa e sem interrupções do Sol, segundo foi anunciado pela agência.

Fonte PPL Ware

Kabum Digital - Revista_33
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