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Japão cria primeiro satélite de madeira

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Japão cria primeiro satélite de madeira

Um grupo de cientistas japoneses da Universidade de Quioto e da Sumitomo Forestry, no Japão, apresentou o primeiro satélite de madeira do mundo, em resultado de cerca de quatro anos de desenvolvimento.

O satélite aqui construído chama-se LignoSat tem o formato de um cubo vai ser enviado para o espaço a bordo de um foguetão da SpaceX, empresa de Elon Musk, em setembro deste ano. 

Com o LignoSat, Japão busca pela exploração de uma solução alternativa à metálica, no sentido de reduzir os fragmentos espaciais e minimizar o impacto ambiental, uma vez que a madeira arderá completamente quando o dispositivo voltar na atmosfera. 

“Todos os satélites que reentram na atmosfera terrestre ardem e criam pequenas partículas de alumina, que irão flutuar na atmosfera superior durante muitos anos”,

alertou Takao Doi, astronauta japonês e engenheiro aeroespacial da Universidade de Quioto, citado pelo The Guardian.

Os detritos espaciais, também conhecidos como lixo espacial, representam uma ameaça significativa para os satélites e as naves espaciais.

Actualmente, mais de 27.000 fragmentos de detritos orbitam a Terra e o risco de colisão é uma preocupação premente para a indústria espacial.

Outras notícias: 


O LignoSat é um cubo que mede 10 centímetros de cada lado e foi fabricado inteiramente em madeira de magnólia. A escolha do material de madeira é mesmo para após a reentrada na atmosfera terrestre o satélite arda completamente, evitando a criação de partículas metálicas adicionais.

A inovação será entregue à Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) e, a partir daí, será introduzido no foguete da SpaceX para a concretização da sua missão, como o destino a Estação Espacial Internacional (ISS). 

O satélite será libertado do módulo experimental japonês na EEI, permitindo aos cientistas avaliar a sua resistência e durabilidade no espaço. Os dados a serem recolhidos durante a sua missão, ajudarão os investigadores a avaliar o desempenho do LignoSat em condições extremas de temperatura. 

Com o envio do LignoSat, os cientistas buscam pela obtenção de informações sobre a concepção sustentável de satélites e contribuir para uma exploração espacial mais limpa através deste estudo.

E porque o objectivo é desenvolver tecnologia para prevenir a degradação da madeira e criar novas aplicações, como materiais duráveis para uso externo em edifícios, a Sumitomo Forestry, empresa japonesa especializada em extração e processamento de madeira, para investigar os resultados e entender como a madeira se decompõe em nível nanométrico. 

Fonte  DirectIndustry Diário Económico

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