Ed. 42 Descarrega a nova edição da revista
ED. 39 Descarrega a nova edição da revista

Os 10 Mais Ricos de Moçambique 2026 [Atualizado]


Conheça os 10 mais ricos de Moçambique em 2026. Lista atualizada com perfil, fontes de riqueza e principais negócios de cada empresário.

Os 10 Mais Ricos de Moçambique 2026 [Atualizado]

 


Os Empresários Mais Ricos de Moçambique em 2026

Moçambique possui uma classe empresarial que, apesar dos desafios económicos do país, tem construído grupos relevantes nos sectores da agro-indústria, banca, telecomunicações, energia, construção e comércio. Nesta lista actualizada para 2026, apresentamos os empresários mais ricos do país, com detalhes sobre as fontes de riqueza e os negócios que os colocam no topo.

Nota importante: Moçambique não dispõe de um índice oficial de riqueza semelhante ao Forbes. Os valores apresentados baseiam-se em estimativas publicadas por órgãos moçambicanos — como a Integrity Magazine, o Notícia Fresh e fontes regionais — e em informação pública sobre participações empresariais. Devem ser interpretados como aproximações, não como valores auditados.

1. Mhamud Charania — Merec Industries / ADC

Sector principal: Agro-indústria, bens de consumo (FMCG) · Riqueza estimada: cerca de 600 milhões USD

Mhamud Charania é, desde finais de 2025, considerado o homem mais rico de Moçambique. Fundou a Merec Industries S.A. em 1998 e transformou-a na maior empresa de produção de alimentos do país, líder nos derivados de trigo e milho, com unidades fabris em Maputo, Beira e Nacala. Produz mais de 2.000 toneladas por dia e factura anualmente mais de 60 milhões USD. É também presidente da ADC S.A., uma das maiores distribuidoras de bens de consumo em Moçambique. Em 2021, o fundo francês Amethis entrou no capital da Merec como accionista minoritário, confirmando o interesse internacional no grupo.

2. Momade Bachir Sulemane — Grupo MBS

Sector principal: Comércio, construção, retalho · Riqueza estimada: cerca de 500 milhões USD

Conhecido pelas iniciais MBS, Momade Bachir Sulemane construiu um dos maiores conglomerados comerciais do país, com interesses em construção, materiais eléctricos e de construção, electrónica, telemóveis, têxteis, vestuário, calçado e produtos alimentares. É proprietário do Maputo Shopping Center. A sua notoriedade pública inclui controvérsias que marcaram a carreira, mas mantém-se uma das figuras mais influentes do sector privado moçambicano.

3. Fernando Amado Couto — Portos do Norte S.A.

Sector principal: Logística portuária, agricultura · Riqueza estimada: cerca de 400 milhões USD

Empresário com peso crescente na economia moçambicana através das suas participações na Portos do Norte S.A. e no sector agrícola, Couto tem beneficiado do dinamismo dos corredores logísticos do norte do país e dos investimentos associados aos projectos de gás natural em Cabo Delgado.

4. Salimo Abdula — Intelec Holdings

Sector principal: Energia, telecomunicações, agricultura, imobiliário · Riqueza estimada: cerca de 350 milhões USD

Fundador e presidente da Intelec Holdings (criada em 1997), Salimo Abdula é também accionista histórico da Vodacom Moçambique. A Intelec actua em energia, petróleo e gás, telecomunicações, agricultura, têxteis, finanças, construção e turismo, empregando mais de 2.000 trabalhadores. Abdula foi presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e é actualmente uma das vozes mais activas da Confederação Empresarial da CPLP.

5. Rogério Samo Gudo — Escopil Internacional / Eagle Group

Sector principal: Engenharia, consultoria, serviços · Riqueza estimada: cerca de 300 milhões USD

Gudo controla a Escopil Internacional e o Eagle Group, dois grupos com actividade transversal em engenharia, consultoria e prestação de serviços a grandes projectos públicos e privados, incluindo o sector extractivo.

6. Celso Correia — Correia Group (ex-Insitec)

Sector principal: Agro-indústria, energia · Riqueza estimada: cerca de 250 milhões USD

Ex-ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Ismael Correia foi durante muitos anos presidente e accionista de referência da Insitec Holdings — grupo com participações históricas no BCI (Banco Comercial e de Investimentos), construção, infraestrutura e energia. Após deixar a vida política, tem concentrado a actividade no Correia Group, que opera sobretudo na agro-indústria e energia.

7. Miguel Afonso dos Santos — Polana Serena Hotel

Sector principal: Turismo, hospitalidade · Riqueza estimada: cerca de 200 milhões USD

Figura de referência no sector turístico moçambicano, Afonso dos Santos é proprietário do icónico Polana Serena Hotel, em Maputo, um dos hotéis mais prestigiados de África Austral, e detém outros activos na área da hospitalidade.

8. José Zilhão — Mota-Engil Moçambique

Sector principal: Construção, engenharia · Riqueza estimada: cerca de 150 milhões USD

Zilhão está ligado à Mota-Engil Moçambique, braço local do grupo português de construção com uma das maiores carteiras de obras públicas e privadas do país. O valor da sua participação beneficia do forte investimento em infraestruturas rodoviárias, portuárias e energéticas.

9. Ernesto Gove — Banca e Investimentos

Sector principal: Banca, finanças · Riqueza estimada: cerca de 100 milhões USD

Antigo governador do Banco de Moçambique, Gove consolidou ao longo de décadas uma carteira de investimentos financeiros e participações bancárias que o colocam entre os empresários mais ricos do país na fase pós-carreira pública.

10. Daniel David — SOICO Group / DHD Holding

Sector principal: Media, diversificação · Riqueza estimada: cerca de 80 milhões USD

Fundador do SOICO Group (proprietário da STV e da Rádio STV, um dos maiores grupos de media privados do país) e da DHD Holding, Daniel David tem diversificado para imobiliário e outros sectores de serviços.

Factores Que Influenciam a Riqueza em Moçambique

Gás natural do Rovuma. Os megaprojectos de Gás Natural Liquefeito (GNL) na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, continuam a ser o maior vector de transformação económica do país. A participação nacional é feita através da ENH (Empresa Nacional de Hidrocarbonetos) e de parceiros privados, com potencial para criar novas fortunas à medida que os projectos avançam para produção comercial.

Cheias de 2026. As cheias que atingiram o país no início de 2026 foram particularmente devastadoras. Segundo os balanços oficiais, foram afectados mais de 440 mil hectares de área agrícola, dos quais mais de 260 mil foram dados como perdidos, atingindo a actividade de mais de 310 mil agricultores. Mais de 1 milhão de pessoas foram afectadas em todo o país, correspondendo a cerca de 247 mil famílias, com impacto sobre a cadeia alimentar, os mercados rurais e mesmo os grandes grupos com actividade agro-industrial.

Reforma fiscal 2025/2026. O pacote fiscal aprovado nos últimos meses alterou a tributação de rendimentos empresariais, dividendos e ganhos de capital, com impacto directo nas estruturas patrimoniais dos grandes grupos.

Digitalização. A expansão da fintech (Mpesa, eMola, Mkesh), do e-commerce e dos serviços digitais está a abrir espaço para uma nova geração de empresários tecnológicos, ainda fora desta lista mas com crescimento acelerado.

Nota Sobre Transparência

Moçambique não dispõe de mecanismos públicos de divulgação obrigatória de patrimónios empresariais com o rigor existente em mercados mais desenvolvidos. As estimativas de riqueza aqui apresentadas derivam de listas publicadas em órgãos moçambicanos e regionais, cruzadas com informação pública sobre participações accionistas. Funcionam como indicação da escala relativa dos diferentes grupos, não como valores precisos. Esta lista será actualizada à medida que novas informações se tornem disponíveis.


 

Edição 42

Última edição da revista — Edição 42

Download PDF
3.600.000+ pessoas alcançadas por ano
1.000.000+ buscas no Google por ano
500.000+ leituras por ano
14.000+ seguidores no LinkedIn

Subscreva-se à nossa newsletter. Fique por dentro da tecnologia!