Portugal busca por startups africanas para o Web Summit 2023

Web Summit

Com vista fortalecer e impulsionar a inovação africana e seus intervenientes, a Startup Portugal e a organização não-governamental Djassi África assinaram uma parceria que abrirá as portas da Web Summit para 15 startups ligadas à África, através do inovador programa “Road 2 Web Summit”.

Segundo os parceiros, o acordo visa promover a “inclusão, diversidade e impacto social” das startups africanas.

De acordo com um comunicado emitido pelas duas empresas, “esta é uma parceria que visa facilitar a identificação de projectos empresariais por parte de empreendedores sub-representados, incluindo os de origem africana, afro-descendentes, cidadãos de países africanos e outros grupos”.

Esta colaboração inovadora tem como objetivo principal identificar e promover projetos empresariais de empreendedores sub-representados, incluindo aqueles de ascendência africana, afro descendentes, cidadãos de nações africanas e outros grupos minoritários. 

O memorando de entendimento é apoiado pela Bantumen, uma plataforma online dedicada à cultura lusófona, e representa um passo significativo nos esforços da Startup Portugal para promover a inclusão, a diversidade e o impacto social no ecossistema de startups do país.

As startups, caracterizadas por serem empresas tecnológicas em estágio inicial, serão o epicentro do palco que se tem concretizado como maior espaço para apresentação da inovação que tem acontecido mundialmente. 

A Startup Portugal, conhecida por sua dedicação em identificar e selecionar projectos para seus programas de incentivo e políticas públicas de apoio ao empreendedorismo e inovação, agora intensificará seus esforços em direção aos empreendedores portugueses de ascendência africana, bem como cidadãos africanos residentes em Portugal e outros grupos sub-representados no cenário das startups nacionais.

A aliança pioneira entre a Startup Portugal e a Djassi África é caracterizada como o nascimento de uma nova era de oportunidades, colaboração e transformação no ecossistema empreendedor de Portugal. Com a demonstração da convicção de que a inclusão e a diversidade são elementos cruciais para a construção de um futuro mais equitativo e promissor.

A Web Summit deste ano, decorrerá em Lisboa de 13 a 16 de novembro, promete ser um ponto de encontro global de ideias inovadoras, impulsionando não apenas o mundo das startups, mas também a visão de um futuro onde a inclusão e a diversidade são os pilares do sucesso.

Destacado como a maior conferência de tecnologia da Europa, Web Summit, realiza-se todos os anos desde 2009. Foi fundada por Paddy Cosgrave, David Kelly e Daire Hickey. A conferência centra-se na tecnologia da Internet e os participantes incluem empresas da Fortune 500, bem como pequenas empresas de tecnologia.

Ainda neste ano, alinhado à inclusão, foi anunciada a possibilidade da realização de uma edição especial da Web Summit  em África, concretamente em Cabo Verde, isto nos próximos anos, segundo o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva.

A informação foi anunciada em resultado da reunião do ministro local com Paddy Cosgrave, expoente máximo do evento aquando da realização do evento no Rio de Janeiro, Brasil.

Segundo o primeiro-ministro, referenciada pelo site Menos Fios, há possibilidade de “organizar um Web Summit em menor escala na ilha do Sal, aproveitando o seu potencial turístico e de inovação”.

Cabo Verde tem sido um dos países africanos que tem marcado presença significativa no Web Summit. Só neste ano, vai ser representado por dez startups através do Go Global, programa do Governo operacionalizado pela Pró-Empresa, através da Cabo Verde Digital, em parceria com várias entidades do ecossistema tecnológico nacional. Será a quarta vez que o país vai estar como um espaço na Web Summit.

Fonte Diário Económico  E Global

Kabum Digital - Revista_33
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