Robô remove tumor e salva vida de um paciente

Robô remove tumor

A tecnologia, para além da inteligência artificial, que tem vindo a ser destaque, está também a desenvolver-se rapidamente. A cirurgia robótica é agora uma realidade que tem revolucionado as técnicas cirúrgicas e a mudar a vida dos pacientes. Um caso concreto é do robô cirúrgico Da Vinci, que salvou a vida do jornalista norte-americano Glenn Deir.

Em partilha por parte do Glenn Deir,o antigo jornalista da CBC, descreve que a precisão e as capacidades do robô Da Vinci permitiram remover em segurança um tumor incurável. O jornalista tinha um tumor inoperável nas amígdalas. Para remover o tumor seria necessária uma cirurgia de alto risco  “que não tinha nenhum voluntário a fazer fila para tentar.”

O robot cirúrgico Da Vinci é uma tecnologia sofisticada que ajuda os cirurgiões a realizar intervenções delicadas com maior precisão.

O Da Vinci Xi actua como uma extensão dos olhos e das mãos do médico, permitindo que os procedimentos cirúrgicos sejam realizados com maior precisão, flexibilidade e controle, e que os procedimentos complexos sejam realizados mais facilmente. O médico, durante a cirurgia, pode ver o que antes era difícil ou mesmo impossível de detectar, graças à ampliação da imagem tridimensional de alta definição.

Através dos seus “dedos” robóticos consegue alcançar áreas que as mãos humanas não conseguem, tornando-o ideal para cirurgias complexas como a remoção de tumores. No caso de Deir, o tumor inoperável nas suas amígdalas representava um desafio significativo para as técnicas cirúrgicas tradicionais.

O jornalista Deir enfrentou uma situação complicada com o reaparecimento do cancro e um tumor inoperável que se estendia até à parte de trás da língua. A abordagem tradicional para remover o tumor implicava um corte delicado da amígdala, da língua e da garganta.

Foi necessário, no entanto, procurar outras soluções devido aos perigos e às dificuldades envolvidas. É aqui onde entrou a importância do robô cirúrgico Da Vinci.

Foi possível remover o tumor com o mínimo de intervenção possível através do Martin Corsten, médico responsável pelo caso, e que operou junto ao robô.

Segundo explicou Deir, citado pelo portal BGR, “foi mais complicado do que se previu”. A radiação anterior enrijeceu a amígdala, o tumor na minha língua era do tamanho de uma cereja grande. Também teve que girar um músculo para fechar uma lacuna na minha garganta. Acordei com um tubo de alimentação no nariz e uma incisão que percorria todo o pescoço.”

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O pescoço de Deir apenas necessitou de uma única operação, graças ao Da Vinci, o que permitiu que os médicos alcançassem e removessem o tumor em segurança. Na ausência da tecnologia, teria sido necessário um tratamento consideravelmente mais agressivo – possivelmente até a divisão do maxilar em dois – para realizar o procedimento.

A experiência de Deir demonstra o impacto significativo que os robôs podem ter no domínio da cirurgia, apesar de a recuperação e a reabilitação terem sido difíceis.

Os aparelhos cirúrgicos robóticos, como o Da Vinci, surgiram como instrumentos cruciais em operações complexas na área da medicina. 

Com a introdução dos robôs, torna-se possível minimizar a necessidade de recorrer a procedimentos invasivos e melhorar os resultados para os pacientes, permitindo aos cirurgiões operar em regiões específicas e complexas com uma precisão extraordinária.

A utilização de robôs cirurgiões na medicina contribuirá certamente para mais avanços tecnológicos, abrindo novas possibilidades cirúrgicas e dando esperança e melhores resultados a doentes com doenças difíceis.

O sistema cirúrgico da Vinci foi desenvolvido pela empresa norte-americana Intuitive Surgical e aprimorada desde os anos 1980. O sistema cirúrgico da Vinci tem quatro componentes principais: o console do cirurgião, o carrinho onde o paciente é posicionado, os instrumentos endowirist e o sistema de visão.

Fonte Notícias ao Minuto

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