Sara Sabry, a primeira africana a viajar para o espaço

Sara Sarby

Sara Sabry é o nome da primeira africana a realizar uma viagem para o espaço, um feito que representa um momento significativo tanto para o campo espacial a nível do continente quanto para Sabry pessoalmente.

Engenheira mecânica, fundadora e CEO da Deep Space Initiative, uma organização sem fins lucrativos, busca aumentar a acessibilidade e oportunidade no campo espacial por meio de pesquisa e educação, é também defensora de vários grupos que lutam para que pessoas possam ter acesso à exploração espacial, e não apenas alguns privilegiados.

Cresceu no Egito e considera a sua ida uma quebra dos “estereótipos”da impossibilidade de africanos conhecerem o espaço. “Se você sonha com algo assim, sempre lhe dizem que isso não é para nós, não é para o nosso lado do mundo. É quase como se não fosse permitido sonhar com isso.”

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Sabry chegou ao espaço através da sua seleção pelo programa Space for Humanity da Blue Origin, empresa espacial do empreendedor norte-americano Jeff Bezos, que visa tornar o acesso ao espaço mais barato e mais confiável por meio de veículos de lançamento reutilizáveis.

Para Sabry, o programa significa a democratização no acesso ao espaço, selecionando líderes e pessoas que têm potencial para impacto global e enviando-as ao espaço para analisar o Efeito Visão Geral, a nova perspectiva que se obtém quando se observa a terra do espaço, segundo explica Sabry.

“Isso muda a nossa visão sobre tudo. Uma parte significativa disso para mim é a proximidade do espaço. Chegar ao espaço leva apenas alguns minutos e é algo incrível”, revela.

Sara Sabry

Segundo a astronauta “Costumamos falar sobre o espaço e a Terra como coisas separadas. Raramente mencionamos que uma faz parte da outra. No entanto, ao olhar pela janela e ver a Terra, assim como a escuridão do espaço, não sabia que se sentiria tão conectada ao universo.

“Foi uma sensação bastante peculiar. Quando retornei, parecia que alguém havia me arrancado do lugar onde eu deveria estar. Foi uma experiência que me fez perceber que, pela primeira vez na vida, senti que estava em casa.”

Seus esforços no sector espacial renderam-lhe o prêmio IAF Emerging Space Leader. Actualmente, está a fazer doutorado em Ciências Aeroespaciais, conduzindo pesquisas sobre o desenvolvimento da próxima geração de trajes espaciais planetários no laboratório Human Spaceflight, financiado pela NASA.

O seu trabalho na Deep Space Initiative é o que a motiva actualmente na busca por garantir que todos, independentemente das suas origens, possam ter acesso a viagens ao espaço.

Fonte Womens Agenda

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