Há 9 anos que Suelly Pereira, jovem moçambicana, nascida em Maputo, chegou à Hidroeléctrica de Cahora Bassa, e hoje, lidera o sector de Tecnologias de Informação e Comunicação.
Formada em Engenharia Informática pelo Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique, a sua jornada resume-se na busca por melhores soluções. Inicialmente, queria fazer Física Nuclear, no entanto, ao fim, a escola em que estava ofereceu uma pequena formação em Programação Pascal, e assim aprendeu a programar e nasceria o gosto por esta metodologia da informática, o que resultou com que seguisse Engenharia Informática.
A sua chegada na Cahora Bassa “começou quando termino o ensino superior, e devia fazer estágio para graduar, e submeti a Hidroeléctrica de Cahora Bassa para o estágio e fui aceite”, feito o estágio, pelo seu domínio em programação SAP, de uma formação na África do Sul, quando a empresa reabre as vagas na parte de Tecnologia de Informação resolve concorrer, ao que foi admitida.
Iniciou-se como Analista de Sistemas durante 7 anos, depois para programação e recentemente foi nomeada a chefe do departamento de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs).
Dentro dos pontos marcantes está a sua modernização do modelo SAP (um sistema integrado de gestão empresarial transacional) da empresa, por ter sido esta a primeira vez que uma das suas ideias foi aceite. Em termos de dificuldades, destaca a questão do estereótipo para com as capacidades da mulher na tecnologia.
“Por esta area ser maioritamente masculina, no inicio houve um pouco de receio dos outros colegas em pedirem suporte, por estarem habituados a trabalhar com pessoas do genero masculino, só no departamento é que eu estava era a unica mulher, e sempre que um colega tinha uma duvida, a tendencia era perguntar ao colega do sexo masculino”
Suelly Pereira
Ainda que não a deixasse confortável, resolveu pegar neste cenário e transformar em motivação para mostrar a sua capacidade fazendo o trabalho como deve ser, ao que hoje já não se nota a diferença.
Espaço para mulheres na Tecnologia
E se a pergunta é se há espaço para mulher na tecnologia em Moçambique? Suelly defende que Sim, no entanto “a maioria das mulheres têm receio de encarar esta área por ser dominada fortemente pela área masculina e assim sentirem-se apagadas”, assim afirma deixando ficar a necessidade de uma mudança de comportamento.
“Nos mulheres somos capazes assim como os homens, só temos que nos focar e estar sempre pronta para trabalhar sem ter medo”.
Dentro de 5 anos, a meta é ajudar outras pessoas, com destaque para mulheres a descobrirem o seu potencial rumo ao alcance das suas conquistas, “pequeno sonho” que será tornado realidade com a criação, futuramente, de uma empresa de Coach de Carreiras.




