Ancha Pedro é a nova líder da Maputo Frontenders, comunidade moçambicana para amantes da tecnologia, em especial atenção aos desenvolvedores front enders, profissionais que cuida da parte visual dos projectos digitais.
A sua chegada foi anunciada pela comunidade nas redes sociais, e sucede a liderança da Wak’Oleva Maia, e marca continuidade na aposta em liderança feminina.
“Com grande satisfação, anunciamos a nomeação de Ancha Pedro como nossa nova presidente. Estamos entusiasmados por ter a Ancha Pedro liderando a nossa comunidade e esperamos que ela possa levar nossa equipe a novos patamares.”
Lê-se na publicação no Linkedin
É estudante finalista de Engenharia e Gestão de Tecnologias de Informação e Comunicação pela Universidade Técnica de Moçambique, com inclinação para Software Engineer (Desenvolvedor de Software) e sonha um dia trabalhar como Project Management (Gestão de Projectos).
A entrada na tecnologia, foi um salto de paraquedas, quando criança, seu sonho estava inclinado para medicina, o destino não permitiu, decidiu abraçar a tecnologia.
Um paixão que é alimentado por um dos princípios do seu antigo sonho, medicina, desenvolver soluções úteis para o bom funcionamento da sociedade.
“Apaixonei-me de cara, e decidi permanecer. Concretamente por querer desenvolver soluções tecnológicas que seriam úteis para a sociedade.”
Já a nomeação, é a prova da existência de igualdade de género, segundo contou “eles procuravam alguém que fosse focada, determinada, organizada e persistente. A equipa já me conhecia, e o perfil, segundo eles, encaixava-se perfeitamente. Então fizeram a proposta e aceitei.”
Leia também:
E acima de tudo alerta que “tudo começa com você, seus objectivos, seu caminho, suas conquistas. E se você quiser, pode fazer isso, não importa o quão difícil se torne ou o que alguém diga”
“Essa é a minha maior conquista porque sempre quis falar para pessoas, deixar alguma coisa e transmitir meu conhecimento.”
Ancha Pedro
Como qualquer outras mulheres que já desfilaram a classe na Kabum, Ancha é defensora da abertura de espaço para mais mulheres na tecnologia. Ser mulher e actuar na area, traz desafios, porém, nunca foi um problema para o novo rosto da Maputo Frontenders.
Com o percuso, superou os desafios e faz parte da Women Techmakers, projecto que inspira mulheres e quebrar todos as barreiras que as mulheres enfrentam.
“Como mulher, no início sofri um bocado de preconceito. E foi meio difícil lidar com algumas críticas, apesar de que agora tenta-se quebrar a barreira e incluir mais mulheres, o que mais queremos é inclusão, inspirar mais mulheres e quebrar todos as barreiras.”
E porque conversar com a Kabum, implica trazer à mesa a visão sobre o ecossistema da tecnologia localmente, Ancha não escapou.
Para essa questão, assume que este (ecossistema) precisa seriamente de mudanças, pois muitos ainda estão presos nas ideias manuais e temem a automatização, daí que para o alcance da evolução seria necessário uma reducação e depois implementação.




