O banco acolheu o Technology Convergence Forum 2026 e defende que a inovação só é sustentável quando vem acompanhada de segurança e confiança.
Um sistema bancário que pára durante umas horas pode deixar milhares de pessoas sem acesso ao seu dinheiro. É por isso que a resiliência digital, isto é, a capacidade de uma organização continuar a funcionar perante falhas técnicas, ciberataques ou desastres, se tornou um tema central para os bancos. Foi também o mote do Technology Convergence Forum 2026, que o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) acolheu na quinta-feira, 18 de Junho.
A iniciativa, organizada pela Elevate Communications & Technologies, juntou representantes do Governo, do sector privado, da academia e de parceiros de desenvolvimento para discutir os próximos passos da transformação digital em Moçambique.
Uma infra-estrutura resiliente para uma economia inclusiva
O fórum decorreu sob o lema “Construindo uma infra-estrutura resiliente para uma economia digital inclusiva”. Ao longo do dia, os participantes debateram temas como a inteligência artificial, a conectividade, a cibersegurança, a computação em nuvem e a inovação tecnológica.
A ligação entre resiliência e inclusão não é casual. À medida que mais pessoas passam a usar o telemóvel para pagar contas, receber salários ou enviar dinheiro, uma falha nos sistemas digitais afecta directamente a vida de quem depende deles. Por isso, a confiança nestes serviços depende da sua capacidade de funcionar sem interrupções.
A visão do BCI sobre resiliência digital
Na sua intervenção, Arafat Bique, director central da Direcção de Banca Digital do BCI, defendeu que a resiliência digital é uma condição essencial para a sustentabilidade das organizações e da própria economia nacional.
“A tecnologia transforma organizações. A resiliência digital garante que essa transformação perdure. O futuro pertence às instituições que conseguem combinar inovação, segurança e confiança”, afirmou.
Na prática, a resiliência digital assenta em várias camadas. Em primeiro lugar, os sistemas críticos precisam de redundância, ou seja, de componentes de reserva que entram em funcionamento quando outros falham. Além disso, as organizações precisam de cópias de segurança actualizadas, de planos de continuidade testados e de equipas preparadas para responder a incidentes.
Um tema com novas regras
Desde a realização do fórum, as exigências legais sobre o tema aumentaram. Por um lado, o Banco de Moçambique aprovou em Agosto um novo regime para o processamento e armazenamento de dados dos bancos, com regras sobre centros de dados, cloud e continuidade operacional. Por outro lado, a Lei de Segurança Cibernética obriga várias entidades a gerir riscos e a responder a incidentes.
Ao mesmo tempo, surgiram no país novas infra-estruturas que ajudam a cumprir estas exigências, como as Zonas de Disponibilidade da Bubble, que permitem manter os dados em Moçambique com redundância.
O papel do BCI
Ao acolher o fórum, o BCI reforça a sua posição entre as instituições financeiras mais activas na promoção da inovação tecnológica na banca moçambicana. Segundo o banco, a aposta passa por soluções digitais seguras e inclusivas.
Com esta iniciativa, o BCI reafirma o compromisso de contribuir para um ecossistema digital mais forte e para infra-estruturas tecnológicas mais resilientes. O objectivo, segundo a instituição, é uma economia cada vez mais conectada, competitiva e inclusiva.
Fonte: Integrity Magazine

