Cabo Verde vai contar com 10 startups no Web Summit 2023

Web Summit

Em Novembro, realiza-se, em Portugal, mais uma edição do Web Summit, maior conferência de tecnologia no continente africano, e Cabo Verde pretende para esta edição levar no voo 10 Startups.

Com as suas actividades iniciadas em 2009, originalmente Dublin Web Summit. A empresa foi fundada por Paddy Cosgrave, David Kelly e Daire Hickey. A conferência é centrada na tecnologia da internet e os participantes vão desde empresas da Fortune 500 até às pequenas empresas de tecnologia.

Levar 10 startups ao evento, Cabo Verde pretende colocar os jovens empreendedores perto da oportunidade de conhecer líderes empresariais e investidores no encontro sobre novas tecnologias.

As startups serão selecionadas através de concurso público, segundo anuncia a Cabo Verde Digital no regulamento do programa GoGlobal, citado pelo site Sapo.

É esta a décima edição do GoGlobal, em parceria com diversas entidades do sector tecnológico cabo-verdiano, e sempre com um objetivo: consolidar e institucionalizar a participação do país nos maiores eventos de tecnologia, inovação e empreendedorismo do mundo.

As candidaturas decorreram até 17 de setembro e as ‘startups’-empresas tecnológicas em fase inicial de actividade – que foram selecionadas poderão receber formação ou preparação para o evento, além de apoio em toda a logística associada à deslocação a Lisboa.

O país contará com um espaço dedicado à exposição das empresas selecionadas e com foco também em todo o ecossistema digital do país.

Mais que participar em edições do Web Summit, o país tem a ambição de se tornar a primeira região africana a receber uma edição desta conferência, o que significa ao mesmo tempo um primeiro evento em África do Web Summit.

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O anúncio foi feito após o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva reunir-se com Paddy Cosgrave, expoente máximo do evento aquando da realização do evento no Rio de Janeiro este ano (2023).

A possibilidade de organizar um Web Summit em Cabo Verde, concretamente na ilha do Sal, seria uma demonstração do potencial turístico e de inovação, segundo uma publicação no Facebook, referenciada pelo site angolano Menos Fios.

O desejo é recíproco, Paddy Cosgrave também quer um “Web Summit África” e teria como foco energias renováveis, área em que Cabo Verde é referência no continente. 

Neste processo de desenvolvimento que está conectado à transformação de Cabo Verde numa plataforma digital internacional, para Paddy o ingrediente crítico será sempre a próxima geração e a sua formação.

Cabo Verde é um dos países que têm se destacado no Web Summit quando se fala da participação africana naquele evento de tecnologia, neste caso o maior da Europa. A actividade acontece do programa já aqui citado, o GoGlobal que tem a missão de impulsionar a exposição de projetos e startups tecnológicas daquele país ao mercado global, oferecendo aos jovens inovadores cabo-verdianos a oportunidade de se manterem actualizados com as últimas tendências e inovações mundiais. 

Presença de África no Web Summit 

Do lado africano, não estará apenas presente Cabo Verde. Alinhado com o fortalecimento da inovação africana, a Startup Portugal e Djassi África assinaram uma parceria que abrirá as portas da Web Summit para 15 startups conectadas com a África, através do programa “Road 2 Web Summit”. 

A parceria visa facilitar a identificação de projectos empresariais por parte de empreendedores sub-representados, incluindo os de origem africana, afro-descendentes, cidadãos de países africanos e outros grupos.

Neste ano, Web Summit deste ano tem como datas da sua realização 13 a 16 de novembro, e promete ser um ponto de encontro global de ideias inovadoras, impulsionando não apenas o mundo das startups, mas também a visão de um futuro onde a inclusão e a diversidade são os pilares do sucesso.

Fonte Sapo Bantumen

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