A inovação é do jovem Anísio Maximiano e está ligada com a criação do sistema pré-pago Mozambique Prepaid Vending System (MPS) capaz de gerar recargas de energia, credelec, água (FIPAG) e gás (ENH).
A criação surge através da reflexão do jovem sobre as limitações que os sistemas pré-pagos estrangeiros oferecem, falta da adaptação à realidade moçambicana, tendo em conta a tarifa mínima que estes impõem para se realizar uma compra.
O sistema foi adaptado à realidade moçambicana, levando em conta que a maioria da população não tem acesso à internet e possui uma renda baixa.
Assim sendo, não foram estabelecidos valores mínimos de compra, permitindo que o cliente possa comprar uma recarga de gás, água de acordo com as suas condições.
O sistema é acompanhado de dois aplicativos móveis destinados aos técnicos e clientes para melhor gestão das reclamações e atendimento aos clientes.
A plataforma está integrado com carteiras móveis como E-mola e Recarga AKI, e em processo de integração com o M-pesa e Visa.
“Contamos com certificação pela instituição internacional STS(Standard Transfer Specification Association) e a MAPI é membro oficial além da EDM a nível nacional.”
Conta Anísio
A obtenção do certificado, foi um dos passos desafiadores, pois “sistemas pré-pagos devem seguir rigorosamente as normas para garantir o pleno domínio das tecnologias por trás dos contadores e sistemas pré-pagos STS.
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Assumindo que menos que a metade da população moçambicana tem acesso a smartphones no país, para solucionar essa questão, Anísio Maximiano recorreu ao sistema USSD, padrão de comunicação aceitável em telemóveis com ou sem acesso à internet.
As actualizações dos aplicativos ocorrem trimestralmente e as integrações com as carteiras móveis são essenciais para trazer comodidade e confiança ao cliente, além de dispensar custos para acessar o serviço por parte do cliente.
Anísio Maximiano acredita que com a implementação do sistema, o país não precisará mais comprar plataformas estrangeiras num futuro próximo, pois atualmente existem desenvolvedores capazes de resolver todos os problemas da sociedade moçambicana.
“Estas iniciativas impulsionam o sector demonstrando que os moçambicanos podem criar soluções para a resolução dos problemas da sua sociedade. Acredito que o nosso país não precisará mais comprar serviços estrangeiros, num futuro próximo”, concluiu.




