“Muitos gostam de filmes, mas não sabem o que assistir”, Salvado Ilustre

Com um olhar crítico e apaixonado pelo cinema, Salvado Ilustre encontrou nas plataformas digitais, concretamente Facebook, uma nova ferramenta para apresentar as suas analises e sugestões no mundo da sétima arte. 

A sua conexão com a escrita e a partilhas de sugestões de filmes iniciou quando trabalhava nos Cinemas Lusomundo, onde esteve por 5 anos (2015-2020). A ideia inicial era actualizar o público sobre as ultimas novidades do que estava a passar no cinema, sem crítica e sem nenhum aprofundamento do assunto. 

“Até sobre os filmes maus eu falava bem, afim de suscitar a cultura de ir ao cinema”, e como Contador de Filmes, um dos seus maiores objectivos é criar a cultura no público moçambicano, seja de ir ao cinema, amar o filme no todo “não só como conteúdo de entretenimento, mas também como arte, porque de facto é”, afirma.

Em 2020, com o Corona Virus, os cinemas encerraram as portas, e encerava-se também a interação do Salvado Ilustre com a projeção de filmes, conversa com espectadores para sugerir o que eles podia ver.

Precisava de alguma forma continuar o contacto com o mundo do cinema, e foi assim que  nasceu o projecto de nome Contador de Filmes, que veio a calhar com a Quarentena, onde as pessoas ficavam mais em frente das telas.

Dentro disto, Salvado constatou que “muitos moçambicanos gostam de filmes/séries, mas não sabem o que assistir”, e é aqui onde entra.

“Eu assisto os filmes e seriados, e pela pesquisa já sei o que muitos moçambicanos gostam, depois de assistir conto o filme em poucas palavras em forma de sugestão.”

Salvado Ilustre

Por sua vez, descobriu que as mesmas pessoas não reagem às publicações, porém estão sempre lá, o que para o jovem responde a questão sobre qual foi a maior reação.

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 Quanto ao feedback do público, no inicio, não faltaram momentos de “discussão” com objectivo de convencer o público sobre uma certa sugestão, até que percebesse que cinema é arte e “é igual à música, pintura, se colocares uma boa música para 10 pessoas, nem todas vão gostar. Pessoas tem preferências, e outras com um senso de crítica muito aguçado”, explica.

Num processo de posicionamento, na lista dos planos está a criação de um canal Youtube inteiramente sobre cinema, e indo mais alto, ter um cinema que esteja nas 3 regiões do país (Sul, Centro e Norte) como forma de ampliar o acesso a esta arte a nível nacional.

“É muito triste saber que só tem cinema em Maputo, quem está em Tete se quiser ver uma estreia mundial de cinema deve viajar à Maputo, mesma coisa para todos que estão fora de Maputo.”

Para Salvado, estes cinemas devem conter uma galeria que tenham livros que inspiram filmes. Livros e cinema é uma grande combinação pra uma sociedade.

Olhando para possivel monetização do seu conteúdo, não está fora de questão, mas não é uma alínea por se responder tão já, há outras prioridades.

Um dos factores é a dificuldade local, tanto que é o foco tornar cultura a partilha de dicas de filmes e seriados, pois está claro que as pessoas amam filmes, e amam sugestões “só não sabem onde assistir, e quando sabem, não tem condições de pagar, e os que têm condições, acham que não podem pagar por estes serviços”, revela.

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