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OpenAI Lança ChatGPT Work para Automatizar o Sector Corporativo


ChatGPT Work é o novo agente autónomo da OpenAI, lançado a 9 de Julho, que executa trabalho de horas em folhas, slides, documentos e web apps.

OpenAI Lança ChatGPT Work para Automatizar o Sector Corporativo

A OpenAI lançou, a 9 de Julho, o ChatGPT Work. É um novo agente autónomo integrado no ChatGPT, desenhado para não se limitar a responder perguntas. Recebe um objectivo, reúne informação nas aplicações e nos fluxos de trabalho do utilizador, divide a tarefa em passos e executa-a de forma independente durante horas, entregando no final materiais prontos a usar. Folhas de cálculo, apresentações, documentos e mesmo aplicações web.

É a arquitectura assumida do futuro do ChatGPT. Deixa de ser uma janela de conversa ao lado do trabalho e passa a ser o próprio trabalho. A OpenAI apresenta o produto como a productização das peças que foi montando ao longo do ano. A fusão das equipas ChatGPT e Codex, os Sites, o uso do computador em desktop, o directório de plugins. Tudo debaixo de um único nome.

ChatGPT Work coloca a IA a fazer o trabalho, não só a falar sobre ele

O produto assenta em quatro camadas simples. Contexto, com mais de 1400 plugins que ligam o ChatGPT a Microsoft 365, Google Drive, Slack, Notion e outras ferramentas de uso diário. Planeamento, em que o utilizador vê o plano proposto pelo agente e aprova antes de qualquer execução. Execução, com possibilidade de correr uma única vez ou de forma recorrente através das Tarefas Agendadas. E, no fim, entrega, com artefactos concretos e não apenas texto de conversa.

A promessa é séria porque o motor também mudou. O ChatGPT Work corre em GPT-5.6, o novo modelo generalista da OpenAI que ficou disponível no mesmo dia em três variantes. Sol, o mais potente, Luna, optimizado para velocidade, e Terra, equilibrado para tarefas do dia-a-dia. A capacidade agencial que antes vivia apenas no Codex passa agora a ser oferecida em toda a base de utilizadores, incluindo no plano gratuito, através de uma nova aplicação desktop unificada que junta Chat, Work e Codex num só sítio.

Ao mesmo tempo, a OpenAI anunciou que vai começar a descontinuar o browser autónomo Atlas. As capacidades de navegação agencial ficam absorvidas dentro do próprio ChatGPT e dentro de uma extensão actualizada para o Chrome. É uma reviravolta estratégica relevante. Sinaliza que a distribuição por browser autónomo deixou de ser necessária quando o assistente já traz um browser integrado.

Empresas que já testaram falam em horas onde antes eram semanas

Os primeiros testes empresariais dão pistas concretas sobre o alcance real do produto. A Zapier, pela mão de Angela Ferrante, montou um sistema de triagem de leads que atravessa HubSpot, Gong e correio electrónico. Uma tarefa que ocupava 35 a 45 minutos por lead passou a devolver, segundo a executiva, sete dígitos de pipeline por mês. A Virgin Atlantic comprimiu ciclos de análise competitiva que demoravam semanas para poucas horas. A NVIDIA corre agora, duas vezes por semana, análises de dados que antes ocupavam quase 40% do tempo de um gestor.

Internamente, a OpenAI reporta números igualmente ambiciosos. Vendas passaram de semanas para 24 horas em provas de conceito personalizadas. Fecho de mês em finanças passou de dias para horas. Quase todas as equipas da empresa usam ChatGPT Work. Os números são autodeclarados, mas o padrão é claro. O produto está a ser desenhado para substituir horas humanas em tarefas repetitivas de escritório.

Nem tudo é simples. O ChatGPT Work não é uma funcionalidade plana da subscrição. Segue a lógica de consumo do Codex. Tarefas mais longas e complexas gastam mais crédito incluído no plano. A OpenAI não publicou preços por tarefa, o que significa que o primeiro mês de utilização vai ser, para qualquer equipa, sobretudo um mês de medição. Administradores Enterprise e Edu ganham controlos de gasto na consola, com limites por grupo e por utilizador.

Do lado da governance, o produto herda a camada de segurança do ChatGPT Enterprise, com API de conformidade, políticas de acesso à rede e um sistema de auto-revisão que, em testes adversariais, bloqueou 100% das tentativas de extracção de dados protegidos. É um resultado forte, com uma ressalva importante. Foi obtido em red-teaming e não substitui a arquitectura de aprovações que a própria OpenAI recomenda para acções sobre dados sensíveis.

Para o mercado, o sinal é evidente. O eixo competitivo deixa de ser qual o modelo mais inteligente e passa a ser qual o agente mais próximo do trabalho real das equipas. A OpenAI abriu esta ronda com o produto mais completo até hoje. Cabe agora ver como respondem a Microsoft, a Google e a Anthropic.

Fontes: Bloomberg; Forbes; Digital Applied; OpenAI.

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