Para melhorar o seu ecossistema digital, o governo da Zâmbia anunciou os seus planos para criar Centros Comunitários de Transformação Digital, que possibilitará o acesso à internet de forma gratuita.
A informação foi avançada pelo Ministro da Tecnologia e da Ciência, Felix Chipota Mutati, que afirmou que os centros servirão como plataformas onde os cidadãos podem obter acesso gratuito à Internet através do aproveitamento das infra-estruturas da Corporação dos Serviços Postais da Zâmbia e outras infra-estruturas adequadas para estabelecer estes centros.
Centro digital é um espaço público que oferece acesso a microcomputadores, internet e outras tecnologias para garantir a inclusão social e digital do cidadão
Zâmbia tem uma população de mais de 20 milhões de habitantes e a falta de infra-estruturas, especialmente nas zonas rurais, tem levado a um serviço de Internet inconsistente.
Segundo o relatório Digital 2023 do Data Reportal, o país tem uma taxa de utilização da Internet de 21,2%, o que representa 4,3 milhões de utilizadores da Internet.
“Estes centros não só fornecerão acesso à Internet, como também servirão de base de formação para programas de literacia e competências digitais, incluindo empreendedorismo e inovação digital, criando oportunidades de emprego e capacitação”,
afirmou Mutati que é citado pelo site TechPoint
O centro oferecerá vários serviços governamentais electrónicos, incluindo licenças comerciais, registo de cooperativas, impostos rodoviários e transferências sociais em dinheiro.
Embora sublinhando o compromisso do governo para com a inclusão neste desenvolvimento, com o objectivo de garantir que todos os cidadãos beneficiem da transformação digital, Mutati observou que capacitar os cidadãos com competências digitais é equivalente a fornecer acesso à Internet.
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Até aqui, o Ministro anunciou que conseguiu ampliar a conectividade de fibra óptica a sete dos oito países vizinhos através de incentivos e concessões fiscais. A iniciativa impulsiona a infraestrutura digital através de um esforço de parceria entre o governo e o sector privado.
Dentre os países que se ampliou a conectividade está a República Democrática do Congo, Tanzânia, Malawi, Botswana, Namíbia e Angola. Espera-se que no ano em curso (2024) o país esteja conectado com Moçambique através da rede de fibra óptica.
Antes deste anúncio da construção de centros digitais, o país anunciou o lançamento de fábrica para a produção de telemóveis que possam ser acessíveis à população zambiana, como também que cada membro do parlamento da Zâmbia receberá um kit Starlink para o seu círculo eleitoral.
A iniciativa da fabricação de telemóveis está prevista para o seu início a partir de junho de 2024, e segundo o Ministro da Tecnologia e Ciência, Félix Mutati, a criação dos dispositivos no país permitirá “reduzir as despesas com smartphones e, consequentemente, encorajar a inclusão em termos de conectividade”, disse Mutati.
Já a oferta de kit Starlink para cada membro do parlamento, está inserido na chegada do serviço de internet àquele país, sendo esta a sexta região no continente africano a ter acesso ao serviço.
Fonte TechPoint




