Para controlar e colocar fim à divulgação de conteúdo de carácter ofensivo e desinformação, a Somália proibiu o TikTok, o Telegram e a casa de apostas 1XBet, segundo o ministro das Comunicações do país.
O ministro das Comunicações, Jama Hassan Khalif, emitiu um comunicado onde ordena às empresas de Internet que suspendam as aplicações acima referidas, pois os terroristas e os grupos imorais utilizam para divulgar constantemente imagens horríveis e desinformação ao público.
A proibição tem que ver com o facto de ser no TikTok e no Telegram onde os militantes do Al Shabaab publicam frequentemente as suas actividades.
A escolha foi feita alguns dias depois de o presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, ter declarado que o esforço militar contra o Al Shabaab tinha como objetivo destruir a organização afiliada à Al Qaeda nos cinco meses seguintes.
O TikTok recusou-se a responder, afirmando que estava a aguardar uma palavra oficial sobre a proibição.
Em um comunicado, o Telegram disse: “O Telegram elimina consistentemente a propaganda terrorista na Somália e em todo o mundo”. Afirmou ainda que o conteúdo perigoso no seu site era “ativamente moderado”.
Vários utilizadores do TikTok que têm feito dinheiro com a partilha de vídeos ou com a publicidade dos seus produtos na aplicação disseram que se opunham à proibição.
Abdulkadir Ali Mohamed, que se autodenomina “Presidente do TikTok da Somália”, afirmou que a restrição do TikTok fará com que a luz de muitas casas se apague, ou seja, muitos poderão perder aquela que tem sido a principal fonte de rentabilidade.
O pedido do Ali Mohamed é que o governo permita o TikTok à população em geral, mas que regule a sua utilização no contexto cultural da Somália.
Na Somália, o 1XBet é muito apreciado pelas apostas desportivas, sobretudo em jogos de futebol.
Devido às suas alegadas ligações ao governo chinês, o TikTok tem enfrentado ameaças de proibição nos EUA. Em maio, Montana tornou-se o primeiro estado a proibir a aplicação.
No caso de TikTok, fora Montana, a lista inclui países como incluí França, Holanda e Noruega, com foco na proibição do uso em dispositivos governamentais. A medida tem como objectivo garantir a segurança cibernética de suas administrações e funcionários públicos.
Ainda no início deste ano, o aplicativo de mensagens Telegram foi suspenso no Brasil a pedido da Polícia Federal devido à falta de colaboração na entrega dos dados solicitados para uma investigação sobre grupos neonazistas presentes na plataforma.
A empresa informou à polícia que os grupos haviam sido apagados e que não poderia recuperar os dados, como também pela priorização a privacidade dos utilizadores.
A aplicação foi imposta uma multa de 200 000 dólares por dia por incumprimento de decisões judiciais anteriores.
Fonte Indianexpress





