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Estudante preso por utilizar ChatGPT no exame de admissão


Estudante preso por utilizar ChatGPT no exame de admissão

Um estudante foi preso no interior de São Paulo (Brasil) após ser flagrado a utilizar o ChatGPT para escrever uma redação durante um exame de admissão ao curso de medicina.

O ChatGPT é um chatbot lançado pela OpenAI em novembro de 2022. Desde o seu lançamento, várias pessoas o têm utilizado como assistente de escrita. A solução tem a capacidade de criar textos com base nos pedidos dos utilizadores. Perante esta capacidade, alguns professores e administradores escolares estão preocupados com o facto de os alunos poderem utilizar o ChatGPT para completar os seus trabalhos e fazer passar o trabalho da IA como sendo seu. 

O caso aqui referenciado aconteceu  com um jovem de 19 anos, em Outubro, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (Universidade Paulista-Unip) em Ribeirão Preto, que confessou o crime, teve o celular apreendido e pagou multa pelo acto e já está solto

Fora o uso do ChatGPT, o jovem também recebeu assistência de outra pessoa através de mensagens para responder às perguntas do exame, onde enviou fotografias das perguntas para que o ajudasse a resolvê-las. 

O caso foi descoberto quando a supervisora da sala percebeu que o estudante olhava para baixo e mexia em algo várias vezes.  Ao ser abordado, o estudante inicialmente tentou esconder o dispositivo, mas acabou entregando-o ao fiscal. 

O relatório da polícia indica que o estudante confessou ter dois telemóveis. Entregou um deles ao inspetor para ser selado e escondeu o outro na sua pasta.

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Perante o caso, a Fundação Vunesp, responsável pela prova, revelou em nota que que eliminou o candidato do exame e que os demais participantes não foram prejudicados.

Este não é o primeiro caso de um indivíduo que é preso por utilizar ChatGPT. Na China, a polícia local deteve um homem acusado de usar o ChatGPT para criar e espalhar notícias falsas na internet, sendo este o primeiro caso criminal do país relacionado ao chatbot de inteligência artificial. 

O indivíduo teria supostamente utilizado o ChatGPT para criar um relatório falso sobre um acidente de comboio e teria publicado na internet com o intuito de obter lucro.

Ademais, o ChatGPT é proibido na China, sendo que os utilizadores de internet só podem acessá-lo por meio de redes privadas virtuais (VPNs).

Fora estes casos, o ChatGPT tem se destacado como uma ferramenta inovadora em diversas áreas, oferecendo suporte avançado na geração de texto e interação inteligente. 

Casos notáveis, por exemplo, no Japão, a cidade de Yokosuka está a utilizar o ChatGPT para tornar a governação eficaz. Todos os funcionários podem usar o chatbot para “resumir frases, verificar erros ortográficos, e procurar ideias”. 

Nos Estados Unidos da América, a New York Times fez saber que médicos estão a utilizar o ChatGPT para se comunicar com os pacientes de forma mais empática na hora de partilhar más notícias ou expressar preocupações sobre o sofrimento dos pacientes.

A utilização de Inteligência Artificial na realização de trabalhos académicos é que tem suscitado preocupações éticas e de plágio de certos trabalhos, uma vez que esta ferramenta recorre a informações presentes na internet para a criação de conteúdo. 

Fonte G1

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