Moçambique Digital, é possível?

Uma das propostas da COVID-19 enquanto crise global, foi a remodelação da comunicação para um sistema globalizado e que inclua a digitalização dos processos, correndo assim para a transformação digital. 

Transformação Digital é na sua essência uma fórmula recorrida pelas organizações e empresas, utilizando as tecnologias digitais para solucionar problemas tradicionais ou que antes podiam ser solucionados de forma offline, mas, com o público migrando cada vez mais para internet, há uma necessidade de se enquadrar e satisfazer o cliente ou consumidor final do produto.

Num cenário em que todos países são convidados a esta transformação digital, será possível sonhar com o mesmo cenário em Moçambique? 

Simplificando a questão, será que temos utilizado a internet a nosso favor na resolução dos problemas diários ou o tempo que gastamos presentes digitalmente converte-se em zero? O uso da internet ao nosso favor implica, fora estar nas redes sociais, dominar a busca por informação, pagamento de serviços, acesso a estudos, etc.

Durante a Covid-19 assim fomos, as aulas quase que completamente foram online, surgiram mais e-Commerce para responder a demanda por serviços de entrega ao domicílio, uma vez que entre as medidas para a contenção do Coronavírus, devia-se evitar saídas desnecessárias e ou aglomeração.

Sonhar com um Moçambique digital tem como primeiro passo da sua compreensão a análise de como enquanto moçambicanos temos usado o digital a nosso favor, como referido anteriormente, desde para questões sociais, empreendedoras e inovadoras. 

Em termos de inovação e a existência de soluções que possam ajudar neste sentido, o mesmo é marcado pelo surgimento diário de uma nova startup, fintech, aplicativo que chegam com a promessa de redefinir o formato que os moçambicanos têm utilizado o digital, algo que para ser real decorre da parte do público a sua interação com as soluções.

É um chamado que não se pode ignorar, mas não depende somente dos utilizadores das soluções, é aqui onde entra o papel do governo que deve garantir através da sua actuação expandir a rede de telecomunicações para que mais moçambicanos tenham acesso aos serviços de telefonia móvel no país e, também, melhorar a disponibilidade de internet, pois números apontam que dos 30 milhões de moçambicanos menos que 10% está presente na internet, e menos que 30% possui um telefone celular.

Em 2020, o Ministro dos Transportes e Comunicações (MTC), Janfar Abdulai, assumiu a necessidade de se criar um ambiente que promova a implantação de infra-estruturas de telecomunicações que suportem soluções tecnológicas de diagnóstico e de tratamento online, aplicativos de transação de pagamentos, digitalização de processos e serviços públicos.

Está ainda na lista aumentar a cobertura da rede e serviços de banda larga, para dinamizar o processo de ensino e aprendizagem online, teletrabalhos e acessos aos serviços de saúde, como também alocar e distribuir o espectro de 5G.

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